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Cantor e compositor João Bosco completa 80 anos

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O cenário artístico nacional celebra uma das mais importantes trajetórias da música brasileira. O cantor e compositor João Bosco, celebra 80 anos de vida nesta segunda-feira (13), grande parte deles dedicados à construção de uma das obras mais sofisticadas e influentes da MPB. Além do aniversário, Bosco esteve viajando pelo país com a turnê do álbum de inéditas e releituras Boca Cheia de Frutas, festejando 54 anos de carreira.

Para este segundo semestre, o cantor e compositor tem novidades: o lançamento de um álbum especial, que revisita a obra em diálogo com artistas de diferentes gerações como Mart’nália, Tiago Iorc e Zeca Pagodinho.  Após o novo trabalho, ele inicia a nova turnê, João Bosco 80 Anos.

Carreira

Mineiro da cidade de Ponte Nova, Bosco migrou ainda jovem para o Rio de Janeiro, após uma temporada de estudos e apresentações em barzinhos na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Foi em terras cariocas que ele construiu família e a discografia com mais de 40 álbuns, com um repertório que moldou gerações. 

Um destaque da vasta obra são as canções fruto da parceria com Aldir Blanc. A co-criação musical, que começou curiosamente por correspondência, onde eles trocavam as letras das composições antes mesmo de se conhecerem pessoalmente, deu ao cancioneiro nacional patrimônios sonoros como  Falso Brilhante, O Mestre-Sala dos Mares, Bala com Bala, Kid Cavaquinho, De Frente pro Crime e Dois pra lá, dois pra cá; músicas que mesmo após décadas de gravação, permanecem vivas no imaginário coletivo. 

Em um texto intitulado Auto Retrato, publicado em sua página oficial na internet, Bosco resume suas motivações em seguir ancorado e guiado pela música:

“Amamentado pelo meu violão, moro na estrada. Sem saber quem sou e nem porque vim, eu vou. O amor é o meu dia de folga. Meu melhor trabalho é a minha família, minha alegria é Rubro-Negra. Quem sabe de mim é o meu violão.”


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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