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Saúde

Vivências de brasileiros na pandemia são tema de mostra em São Paulo

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Depois de passar por Brasília, a exposição itinerante A Infinita Memória da Pandemia: a História da Covid-19 por Todos Nós, Brasileiros desembarcou em São Paulo. Concebida para ampliar o acesso do público ao acervo Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, a mostra ficará em cartaz até o dia 9 de agosto no Centro Cultural São Paulo (CCSP).

O Memorial Digital é um repositório digital responsável por preservar as memórias da pandemia de covid-19, reunindo e organizando um amplo conjunto de registros produzidos pela sociedade brasileira ao longo da pandemia.

Já a exposição é um desdobramento desse projeto. Concebida como um projeto expográfico modular, a mostra convida o público a refletir sobre os impactos da pandemia e da preservação da memória coletiva. Para isso, utiliza instalações imersivas, relatos de pessoas, fotografias, vídeos, cartas e testemunhos, transformando os registros digitais em uma experiência sensorial e coletiva.

O objetivo é fazer o visitante pensar sobre temas como isolamento social, luto, ciência, desinformação, solidariedade e memória coletiva.

Na capital paulista, a exposição também contará com uma programação paralela que vai incluir debates e atividades educativas sobre memória, preservação digital, ciência e saúde pública. No período da tarde, entre as 15h30 e as 20h, haverá ainda uma mediação realizada em Libras.

A mostra tem entrada gratuita e pode ser visitada de terça a domingo, no Centro Cultural São Paulo. Após a temporada na capital paulista, a exposição seguirá para Fortaleza, Manaus e Porto Alegre.


Fonte: EBC Saúde

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Saúde

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

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Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde. 

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde,  Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

Fonte: EBC Saúde

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