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Polo da pecuária, Cáceres amplia rebanho bovino em 61,9% em 20 anos; são das de um milhão de cabeças

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Por – Primeira Página

Um dos peixes mais conhecidos do Pantanal entrou em uma lista internacional de alerta. O pintado, famoso pela imponência nos rios e pela presença marcante na culinária mato-grossense, foi incluído pela Organização das Nações Unidas (ONU) entre as espécies migratórias consideradas vulneráveis.

A inclusão não significa que o peixe desapareceu dos rios, mas indica que a espécie enfrenta risco e precisa de medidas de conservação. O pintado é um bagre de couro e está entre os grandes migradores de água doce da América Latina. Ele ocorre em países como Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil.

Para se reproduzir, o peixe percorre longas distâncias pelos rios. O problema é que esse caminho tem ficado cada vez mais difícil. “O que realmente provoca danos na comunidade de peixes em geral são barramentos, poluição e hoje está sofrendo muito assoreamento. Os nossos rios estão cada vez mais rasos”, afirmou o biólogo Claumir César Muniz.

Uma avaliação de risco de extinção feita pelo ICMBIO aponta que a espécie já perdeu pelo menos 30% da população em 45 anos. Nas bacias dos rios São Francisco e Alto Paraná, hidrelétricas alteraram o curso dos rios e dificultaram a adaptação da espécie.

“É que o pintado no Pantanal ele vai bem, graças às grandes áreas inundáveis que a gente tem nessa região. Se a gente perde água, a gente perde hábitat, e a qualidade das águas dos nossos rios também carece de uma tensão especial”, afirmou.

A perda de áreas inundáveis, o assoreamento e a redução do volume de água podem comprometer o ciclo natural do pintado. Como a espécie depende das cheias e da conectividade entre os ambientes aquáticos, qualquer mudança no funcionamento dos rios pode afetar a reprodução.

Em Mato Grosso, a  pesca do pintado está suspensa pela lei estadual que proíbe o transporte, armazenamento e comércio de 12 espécies de peixes. A medida busca reduzir a pressão sobre os estoques pesqueiros e garantir a recuperação das populações.

Mesmo com a restrição, o peixe continua presente na mesa dos mato-grossenses por meio da piscicultura. Em restaurantes tradicionais, o pintado é uma das principais matérias-primas e aparece em pratos típicos da culinária regional.

Na cozinha cuiabana, ele é quase indispensável. Versátil, o peixe é usado em diferentes preparos, mas ganhou fama principalmente na peixada. Para muitos cozinheiros e consumidores, falar em peixada cuiabana sem pintado é quase impossível.

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.

O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.

Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres

Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.

“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.

Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar

Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.

Reconhecimento e Fortalecimento Regional

O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.

A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.

“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

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