Search
Close this search box.

Economia

Podcast corporativo vira estratégia nas empresas

Publicado em

Economia

Há poucos anos, lançar um podcast ainda era visto como uma aposta. Hoje, em um cenário em que as redes sociais disputam segundos da atenção do público, muitas empresas passaram a enxergar no formato uma oportunidade para construir algo mais duradouro: um canal próprio para compartilhar conhecimento, fortalecer autoridade e estreitar o relacionamento com clientes, parceiros e colaboradores.

Segundo a PodPesquisa, o Brasil reúne cerca de 31,94 milhões de ouvintes de podcasts, e 51% da população já consome esse tipo de conteúdo — um dos maiores índices do mundo. Com esse crescimento, o podcast deixou de ocupar apenas o espaço do entretenimento e passou a integrar as estratégias de comunicação de organizações dos mais diversos setores.

É nesse contexto que ganha força o podcast corporativo: uma produção desenvolvida por empresas para compartilhar conhecimento, discutir tendências do mercado, apresentar especialistas internos e criar conexões mais profundas com seus públicos. Diferentemente de campanhas pontuais, trata-se de um formato pensado para gerar valor ao longo do tempo, fortalecendo a presença da marca por meio de conteúdo relevante.

O amadurecimento desse mercado também impulsionou um ecossistema de produtoras especializadas. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o setor brasileiro de podcasts é composto majoritariamente por pequenas produtoras e microempreendedores individuais, tornando esse tipo de produção mais acessível para empresas de diferentes portes.

Ao mesmo tempo, o próprio formato evoluiu. As entrevistas com executivos, especialistas e clientes continuam sendo uma das portas de entrada mais comuns para quem inicia um projeto, mas hoje convivem com séries temáticas, programas educativos, videocasts e uma estratégia de distribuição baseada em cortes para redes sociais. De acordo com o Spotify, sete dos dez podcasts mais populares da plataforma no Brasil já possuem versão em vídeo, e o país se tornou o maior mercado de videocasts da América Latina.

Apesar da expansão, manter um podcast ativo exige muito mais do que gravar bons episódios. Entre os principais desafios estão a definição de uma linha editorial que vá além da promoção institucional, a regularidade das publicações e a coordenação de diferentes etapas da produção, como roteiro, gravação, edição e distribuição.

Esse cenário se torna ainda mais desafiador diante do crescimento da concorrência. Levantamento da CastNews, com base em pesquisas da Nielsen, Edison Research e Pew Research Center, aponta que o número de podcasts ativos mais do que dobrou globalmente entre 2024 e 2025, elevando também a expectativa do público em relação à qualidade dos conteúdos produzidos.

Para muitas empresas, estruturar internamente todas essas frentes nem sempre faz sentido. Por isso, existem estúdios especializados capazes de assumir o planejamento editorial, a produção audiovisual, a edição e a distribuição, permitindo que as equipes internas permaneçam focadas em seus próprios negócios enquanto o projeto mantém qualidade e consistência.

Um exemplo desse movimento é o podCAAst, podcast do Compre & Alugue Agora (CAA), voltado ao mercado imobiliário. Com mais de 40 episódios publicados e mais de 28 milhões de visualizações, o programa reúne corretores, imobiliárias e especialistas para discutir temas como geração de leads, marketing, crédito e educação financeira. Além dos episódios completos disponíveis no YouTube e no Spotify, o conteúdo também é distribuído em formatos curtos para redes sociais, ampliando seu alcance e adaptando a conversa aos diferentes hábitos de consumo.

A produção é realizada pela Artêmia Co., estúdio especializado em projetos de áudio e vídeo liderado por Ana Carolina Gozzi.

“Quando ajudamos uma empresa a estruturar seu podcast, o trabalho vai muito além de gravar e editar. É pensar formato, frequência e distribuição como parte da estratégia da marca, não como um projeto isolado”, afirma Ana Carolina.

À medida que as empresas buscam construir relacionamentos mais duradouros com seus públicos, o podcast corporativo deixa de ser apenas um novo formato de conteúdo e passa a ocupar um espaço estratégico na comunicação das marcas. Em um ambiente dominado por conteúdos rápidos e efêmeros, investir em conversas aprofundadas pode ser uma forma de conquistar algo cada vez mais raro: atenção, credibilidade e presença contínua.



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Economia

IBGE abre seleção para mais de 27 mil recenseadores temporários

Publicados

em

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu processo seletivo para contratar 27.279 recenseadores temporários que atuarão no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. As inscrições poderão ser feitas a partir das 10h do dia 6 de novembro até as 23h59 do dia 25 de novembro no site da Fundação Cesgranrio .

De acordo com o edital publicado nesta quarta-feira (4) no Diário Oficial da União , a taxa de inscrição é de R$ 70. Os candidatos selecionados serão contratados, por seis meses, para coletar informações em estabelecimentos agropecuários em todo o país.

A remuneração será composta por uma parcela fixa mensal de R$ 1.741 e uma parcela variável por produção, limitada a R$ 2.629. Com isso, o valor total poderá chegar a R$ 4.370, conforme o desempenho do recenseador e o cumprimento das metas de coleta estabelecidas pelo instituto.

Além da remuneração, os contratados terão direito a auxílio-alimentação de R$ 1.192, auxílio pré-escolar, férias e 13º salário proporcionais, adicional de um terço de férias e auxílio para custeio de deslocamentos relacionados ao trabalho.

Veja algumas das principais informações:

Assunto

Detalhes

Cargo

Recenseador

Vagas

27.279

Inscrições

6 a 25 de novembro de 2026

Taxa de inscrição

R$ 70

Parcela fixa da remuneração

R$ 1.741

Parcela variável máxima

R$ 2.629

Auxílio-alimentação

R$ 1.192

Duração inicial do contrato

Até 6 meses

Banca organizadora

Fundação Cesgranrio

Atividades

Os recenseadores serão responsáveis por identificar, localizar e visitar estabelecimentos agropecuários nos setores sob sua responsabilidade.

Entre as atribuições estão a realização de entrevistas presenciais com produtores rurais, o preenchimento de questionários eletrônicos em dispositivos móveis, a atualização de cadastros e o registro de coordenadas geográficas das propriedades visitadas.

Também caberá aos profissionais transmitir os dados coletados ao sistema do IBGE, cumprir metas de produtividade e qualidade, participar de treinamentos e manter sigilo sobre as informações prestadas pelos entrevistados.

O prazo de contratação poderá ser prorrogado, desde que o período total não ultrapasse quatro anos, conforme a legislação que rege as contratações temporárias na administração pública federal.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA