Cultura
Festival de Inverno de Garanhuns começa nesta quinta em Pernambuco
Cultura
Um dos projetos multiculturais mais tradicionais do país, o Festival de Inverno de Garanhuns, Pernambuco, começa nesta quinta-feira sua edição de número 34. A programação, totalmente gratuita, seguirá até o dia 26 de julho nos mais de 20 polos espalhados pela cidade, com dezenas de shows, apresentações de dança, teatro, circo, eventos literários, gastronômicos, manifestações da cultura popular, oficinas, exposições e mostra de cinema.

O homenageado deste ano é o cantor e compositor Alceu Valença, que acaba de completar 80 anos. Segundo a organização, a escolha reconhece a trajetória de um dos mais importantes artistas da música brasileira e sua contribuição para a valorização, preservação e difusão da cultura pernambucana dentro e fora do país. Valença se apresenta no dia 25 de julho, na Praça Mestre Dominguinhos.
A abertura do Festival recebe, neste primeiro dia, os pernambucanos Sheldon e Ciel Rodrigues, a paulista, mas pernambucana de coração, Raphaela Santos, e a referência do brega romântico e da seresta, o potiguar Zezo.
Durante 18 dias, grandes nomes da música brasileira se apresentarão no palco principal, em noites temáticas que passeiam por diversos ritmos e estilos, como forró, pop, rock, samba, brega, rap e trap. Entre os artistas convidados que encabeçam a programação, em cada um desses gêneros, estão Alcione, Hungria, Dela Cruz, Os Paralamas do Sucesso, Cheiro de Amor, Tribo de Jah e Roupa Nova.
No segmento das artes cênicas, o Teatro do Sesc terá espetáculos do dia 10 a 26 de julho. A programação contará com produções de todo o Brasil, entre elas “Terapia”, estrelado por Marcelo Serrado e Guilherme Rocha, que abre a temporada teatral do Festival, além de “Cauby – Uma Paixão”, protagonizado por Diogo Vilela; “Choque! Procurando Sinais de Vida Inteligente”, com Danielle Winits; André Gonçalves e Bruna Griphao dividem o palco em “O Dia Seguinte”; Bruno Garcia, protagonizando o espetáculo “O que a Cena Quer?”; e Eduardo Moscovis, trazendo a peça “O Motociclista no Globo da Morte”.
Outro destaque para o público são os cortejos que saem do Relógio das Flores, nas tardes de sábado e domingo, e que serão comandados por grupos como o Boi da Macuca, Bloco da Saudade, a Orquestra Henrique Dias, a Troça Carnavalesca Mista Morena Tropicana da Ribeira, o Bloco das Flores e as Vassourinhas de Olinda.
A programação dia a dia de todos os polos está disponível no site fig.com.br.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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