Cultura
Programação de férias do CCBB em São Paulo começa neste sábado
Cultura
Em São Paulo, começa neste sábado (4) a programação de férias do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com atrações gratuitas para todas as idades.

Ao longo deste mês, todo os sábados e domingos, às 11h, tem teatro infantil com o Grupo Esparrama, que apresenta “2POR4”, espetáculo que busca aproximar as crianças do universo da música erudita, com a participação de dois palhaços maestros que interagem com um quarteto de cordas. No período da tarde, é a vez da contação de histórias, da mediação de leituras, de oficinas de artes visuais e de atividades cênicas e musicais.
Festa julina
Com o feriado estadual da Revolução Constitucionalista, em 9 de julho, tem festa julina na quinta (9) e na sexta-feira (10) da semana que vem. Nos dois dias, a trilha do festejo fica por conta da cantora Paulla Zeferino, em uma homenagem a mestres como Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga e Marinês, com um show que combina forró, baião, xote e arrasta-pé. Tem ainda atividades de jogo da memória e distribuição de doces típicos para o público.
Atlântico Sertão
Além da programação especial de férias, segue em cartaz, até o dia 3 de agosto, a exposição “Atlântico Sertão”. São pinturas, esculturas, fotografias e instalações de mais de 70 artistas que se debruçam sobre a ideia de sertão e do oceano Atlântico para ressignificar espaços de violência e exclusão social como locais de resistência e de defesa dos direitos humanos.
Jogos do Brasil
Toda a programação é gratuita e, em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo, pode sofrer alterações. Neste domingo (5), por causa da partida às 17h, o CCBB funcionará apenas até às 15h. Detalhes no site ccbb.com.br.
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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