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Marketing digital fortalece vendas na indústria B2B

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Em um cenário de pressão por resultados e busca por eficiência, empresas industriais têm recorrido ao marketing digital para ampliar oportunidades de negócio sem necessariamente expandir o time de vendas. Dados da Forrester indicam que 94% dos compradores B2B já utilizam inteligência artificial em seus processos de compra, o que reforça a necessidade de presença digital estruturada para empresas que desejam se manter competitivas.

De acordo com Matheus Silveira, CEO da Quality SMI, o marketing digital ganhou relevância na geração de demanda porque o comprador industrial passou a pesquisar antes mesmo de falar com qualquer vendedor. “O marketing digital entrou para garantir essa presença no momento certo, com a informação certa, para quem já tem intenção de compra”, explica.

A mudança no comportamento dos compradores também é confirmada em um levantamento realizado pela Intelligenzia. A pesquisa revela que 73% dos gestores iniciam suas pesquisas no Google antes de qualquer contato com fornecedores. Esse dado reforça o papel do marketing digital como pré-vendedor, capaz de preparar o prospect antes da abordagem comercial.

“O vendedor para de prospectar no frio e começa a receber contatos mais preparados. A produtividade cresce sem precisar contratar mais gente”, avalia o especialista.

Segundo Silveira, o ciclo de vendas B2B, naturalmente longo por envolver múltiplos decisores e alto risco percebido, também se beneficia da estratégia digital. “Quando o prospect chega ao vendedor já tendo lido um case do seu setor, já conhecendo a metodologia da empresa e com as principais objeções respondidas por um conteúdo técnico, a negociação começa em outro patamar. Você pula etapas que antes consumiam duas ou três reuniões”, afirma.

Um estudo da McKinsey reforça esse movimento. A consultoria aponta que empresas que já praticam personalização individual e adotam inteligência artificial generativa têm 1,7 vezes mais chances de ampliar participação de mercado em comparação às que não utilizam essas abordagens de forma integrada. Isso mostra como a combinação de dados robustos e ferramentas avançadas pode acelerar a jornada de compra e aumentar a eficiência comercial, liberando o time para fechar mais negócios em menos tempo.

Diante desse panorama, ferramentas de SEO e GEO têm desempenhado papel central na estratégia adotada pela Quality SMI. Silveira pontua que, enquanto o primeiro captura demanda no exato momento em que ela existe, o segundo garante que empresas sejam citadas em respostas de modelos generativos.

“Para a indústria B2B, o SEO é especialmente valioso porque os volumes de busca costumam ser menores, mas a intenção é muito alta. Já o GEO trabalha para garantir que, quando o comprador perguntar para a IA, o seu nome esteja na resposta”, salienta.

Na avaliação do executivo, a inteligência artificial (IA) está mudando significativamente o comportamento dos compradores industriais: “Em vez de abrir várias abas no Google e comparar fornecedores manualmente, eles utilizam a IA para levantar opções e especificações técnicas, tornando a jornada mais rápida e concentrada”.

“Para quem vende, isso significa que a primeira impressão passou a ser mediada por um modelo de linguagem. Se a sua empresa não tem presença digital estruturada o suficiente para ser lida e referenciada por essas ferramentas, ela simplesmente some do radar muito antes de chegar à conversa comercial”, conclui o CEO da Quality SMI.

Para saber mais, basta acessar: https://www.qualitysmi.com.br/



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Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged

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Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.

A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

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Acumulado

De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:

  • 1.248.914 (nove meses de 2026);
  • 1.731.398 (nove meses de 2025).

Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.

  • Serviços: 81.241 postos;
  • Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
  • Comércio: 15.697;
  • Construção civil: 9.468;
  • Agropecuária: -4.381.

Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.

Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).

No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.

Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).

Regiões e estados

Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.

Veja abaixo o desempenho de cada região:

  • Nordeste: 49.142 postos;
  • Sudeste: 39.404;
  • Norte: 14.748;
  • Sul: 9.949;
  • Centro-Oeste: 7.894.

Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).

As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.

Salário médio

O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:

  • redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
  • aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).

Carteira assinada

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.



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