Cultura
São Marçal reúne grupos e celebra cultura do boi
Cultura
São Luís do Maranhão celebra nas primeiras horas da manhã desta terça-feira uma das principais festas populares da cidade, ligadas ao Auto do Bumba Boi do Maranhão: é o encontro de Bois nos festejos de São Marçal, no bairro do João Paulo. A festa que reúne milhares de pessoas e brincantes no tradicional encontro dos batalhões de bois de matraca também celebra o Dia Nacional do Bumba Meu Boi.

Antigamente a celebração marcava simbolicamente o fim do ciclo junino em São Luís, mas hoje, com os arraiás fora de época que seguem pelo mês de julho e as cerimônias de morte do boi que avançam ainda pelas semanas seguintes, pode-se dizer que o Festejo marca mesmo é o fechamento de uma temporada e o início de outra no calendário do São João ludovicense.
Esta é a edição de número 99 do festejo de São Marçal. A expectativa é que pelo menos 30 grupos de bumba meu boi de sotaque de matraca – também conhecido como sotaque Ilha – passem em cortejos pela Avenida São Marçal, cantando toadas, acompanhados por matracas, pandeirões e tambores-onça, para homenagear o santo, ao longo da terça-feira.
Apesar de não ser canonizado pela Igreja Católica, São Marçal é considerado o protetor dos brincantes do bumba meu boi do Maranhão. Símbolo de orgulho maranhense atualmente, a festa teve origem, segundo pesquisadores e mestres da cultura, como um movimento de resistência contra o preconceito no passado.
A Festa de São Marçal teria surgido a partir da proibição dos grupos de Bumba meu boi “brincarem” no Centro de São Luís para que fosse mantida a segurança, a ordem e a tranquilidade durante o São João. Mas esse ato encobria a discriminação e o preconceito contra a cultura do Bumba Boi maranhense pela sociedade. Como a polícia da época não deixava os boieiros avançarem para além dos limites do antigo bairro do Areal, onde hoje está o João Paulo, o bairro se tornou o ponto de encontro e também o símbolo de resistência dos grupos de Bumba Boi.
Cultura
Viva Maria apresenta mulheres encantadas das lendas amazônicas
Inspirado pelas celebrações do Dia do Folclore Brasileiro, o Viva Maria desta segunda-feira, 24, mergulha no universo das lendas para conhecer algumas das figuras femininas que povoam o imaginário popular. Personagens que habitam as águas, as florestas e as noites amazônicas e que, entre mistérios e encantamentos, atravessam gerações.
A viagem começa nas águas, com a lenda da Vitória-Régia, a chamada “estrela das águas”. Depois, segue pela floresta para conhecer a história de Açaí, personagem que, segundo a tradição popular, teria dado nome a um dos frutos mais conhecidos da Amazônia.
E tem mais mistério pela frente. O Viva Maria encontra a Matita Perê, figura cercada por assobios, histórias de assombração e pelo famoso pedido de tabaco. Para fechar o percurso, é hora de mergulhar nos rios ao encontro de Iara, a mãe d’água que, com seu canto, encanta e também assusta.
Para além das lendas, o programa lembra que o folclore também está presente nas comidas, nas festas, nas cantigas, nas danças, nas brincadeiras, nos brinquedos feitos à mão, nos ditos populares e nos saberes transmitidos de geração em geração.

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