Cultura
Em Teresina, Cidade Junina começa nesta sexta com programação variada
Cultura
Teresina inicia, nesta sexta-feira (26), o seu principal arraial de São João. Até o próximo domingo (28), o Parque Potycabana volta a ser o anfitrião do Cidade Junina, que este ano chega a sua 32ª edição. O evento tem apresentações culturais, Bumba Meu Boi, feira gastronômica com comidas típicas e exposição de artesanato.

Christiane Alencar, diretora de Projetos Institucionais, destaca que, além dos shows com atrações nacionais e do estado, o arraial une o que é esperado pelo público, sem deixar de lado a manutenção da identidade do São João:
“A gente busca as músicas, as danças, a história dos figurinos. A gente busca resgatar a gastronomia, realçar isso, a fogueira, esses hábitos que são típicos do Nordeste e que, com a modernidade, isso vai sendo perdido […], com o dia-a-dia, e aí a gente busca realçar esses momentos nessa festa grandiosa que é o Cidade Junina.”
Programação
Nesta sexta-feira, tem apresentação do grupo de carimbó Flor de Liz, primeiro lugar na categoria Conjunto do 48º Encontro Nacional de Folguedos do Piauí, que leva para o arraial o espetáculo “Encantos do Boto”. Outro destaque é o tradicional Festival de Quadrilhas Juninas, que reúne 18 grupos de diversas cidades e mantém viva uma das expressões mais importantes do São João.
Além de encantar o público, as quadrilhas são avaliadas em vários quesitos, como explica João Rodrigues, presidente da Federação de Quadrilhas Juninas do Piauí:
“Na comissão avaliadora, são escolhidas seis pessoa: uma para presidir a mesa e cinco para avaliar. […] São dez itens avaliativos, da entrada até a saída: coreografia, figurino, tema, harmonia, casamento, repertório… e é sempre acirrada a disputa, todo mundo se prepara para o festival.”
Os shows de abertura, nesta sexta-feira, são de Kleiton Souza, Furacão do Forró, Dj Zero, Desejo de Menina e Felipe Caldas. Entre as atrações do sábado (27) e domingo (28) estão referências presentes nos arraiais, como Beto Barbosa, Felipão e Forró Moral, Lagosta Bronzeada e Álvaro Neto.
No dia 28 de junho, às 18h, o Cidade Junina vira uma grande festa de casamento. Ao todo, 135 casais vão dizer “sim”, em uma cerimônia comunitária em pleno arraial.
No Instagram @cidadejuninapi é possível acessar os detalhes da programação.
*Com produção de Luciene Cruz e sonoplastia de Jailton Sodré
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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