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Parada Cardíaca – Estudante de 12 anos morre durante aula de Educação Física em Pontes e Lacerda

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Mato Grosso, um dos maiores protagonistas do agronegócio brasileiro, vive um paradoxo na cadeia leiteira. Em cerca de uma década, o Estado praticamente deixou de produzir leite longa vida (UHT), resultado da perda de competitividade e da retração da indústria de laticínios.

Entre as empresas que marcaram a produção de leite longa vida no Estado estavam a Leite Nenê, produzida em Nova Canaã do Norte, a Lacbom, da Coopnoroeste, em Araputanga, e o Laticínio Vencedor, em São José dos Quatro Marcos. Essas indústrias ajudaram a impulsionar a economia regional, gerando empregos, renda e mercado para centenas de produtores rurais.

Com o passar dos anos, a produção de leite longa vida foi sendo interrompida. Hoje, o leite UHT consumido pelos mato-grossenses é abastecido, predominantemente, por indústrias de outros estados, enquanto a produção local se concentra em outros derivados lácteos.

O cenário tem gerado críticas à condução das políticas voltadas para a cadeia leiteira durante a gestão do governador Mauro Mendes. Produtores e representantes do setor afirmam que faltaram ações estruturantes para manter a competitividade da atividade, o que contribuiu para a redução da industrialização, o fechamento de linhas de produção e o abandono da atividade por parte de muitos pecuaristas.

Embora o Governo de Mato Grosso tenha anunciado incentivos fiscais em 2026 para fortalecer os laticínios, lideranças do setor avaliam que as medidas chegaram após anos de perdas acumuladas.

O resultado é um cenário preocupante: um estado reconhecido como potência do agronegócio deixou de produzir, em escala comercial, um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros — o leite longa vida —, impactando produtores, trabalhadores e a economia de diversas regiões do Estado.

 

Por: TM Notícias

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Prefeitura de Cáceres amplia atendimento dermatológico e reforça cuidado com a saúde da pele

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A Prefeitura de Cáceres, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, vem fortalecendo os atendimentos especializados na rede pública, com atenção especial à dermatologia. Atualmente, o município conta com duas profissionais dermatologistas para atender a população, a dra. Marina Dalbem, por meio do consórcio, e a dra. Bárbara Bisinella, contratada pelo município para atuar junto ao Centro de Especialidades Médicas, o CEM.

A ampliação do atendimento faz parte de uma estratégia da gestão municipal para garantir mais acesso, cuidado e resolutividade aos pacientes que necessitam de avaliação dermatológica. Em uma cidade de clima quente, com forte incidência solar durante grande parte do ano, a preocupação com doenças de pele, especialmente o câncer de pele, tem sido tratada como prioridade pela Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Cláudio Henrique Donatoni, a contratação de mais uma dermatologista demonstra o compromisso da gestão em cuidar das pessoas de forma preventiva e humanizada. “Cáceres é uma cidade muito quente, onde a população está bastante exposta ao sol. Por isso, fortalecer o atendimento dermatológico é uma medida importante de prevenção, diagnóstico e tratamento. A contratação da dra. Bárbara veio para complementar os serviços já ofertados pelo consórcio e ampliar o cuidado com os nossos pacientes”, destacou o secretário.

O Centro de Especialidades Médicas atende uma grande demanda de usuários encaminhados com prescrição para consulta dermatológica. Com a atuação da dra. Bárbara Bisinella no CEM, o município passa a ter maior capacidade de atendimento, podendo chegar a cerca de 400 consultas dermatológicas por mês.

Além das consultas, os atendimentos dermatológicos também possibilitam a realização de pequenas cirurgias, procedimento fundamental para a retirada de lesões suspeitas ou que necessitam de avaliação mais detalhada. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, são realizadas, em média, cerca de 50 pequenas cirurgias por mês, além dos procedimentos feitos também pela médica contratada pelo município, quando há necessidade de atendimento complementar.

A coordenadora de Regulação, Silvana Maria, explicou que a ampliação do serviço tem contribuído diretamente para reduzir a demanda reprimida e oferecer mais segurança aos pacientes. “Muitos usuários chegam ao CEM com necessidade de avaliação dermatológica e, em vários casos, o atendimento não termina apenas na consulta. Há pacientes que precisam de pequenas cirurgias e, quando necessário, também de biópsia. O município tem garantido esse fluxo para que o paciente seja acompanhado, investigado e tratado com responsabilidade”, afirmou Silvana.

Silvana reforçou ainda que a contratação da dra. Bárbara Bisinella foi pensada justamente para complementar os atendimentos realizados pela dra. Marina Dalbem, via consórcio, ampliando o acesso da população ao especialista.

“Essa é uma preocupação da gestão com o cuidado integral do paciente. O número de casos suspeitos de câncer de pele tem chamado atenção, e quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de tratamento adequado. Por isso, esse reforço no atendimento dermatológico é tão importante”, completou a coordenadora.

Quando há indicação médica, o município também disponibiliza a realização de biópsias, exame essencial para confirmar ou descartar diagnósticos mais graves, como o câncer de pele.

Para o prefeito em exercício  de Cáceres, Luiz Landim, investir na ampliação dos serviços especializados representa mais do que aumentar o número de consultas. “Significa oferecer cuidado, prevenção e acolhimento aos usuários do Sistema Único de Saúde, garantindo que a população tenha acesso a exames, procedimentos e tratamentos necessários dentro da própria rede municipal”, concluiu Landim.

Esdras Crepaldi / DRT 940 MT

 

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