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Primavera do Leste entra para a história com a inauguração do primeiro terminal ferroviário da região

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Primavera do Leste vive mais um capítulo histórico em sua trajetória de desenvolvimento. Neste sábado (20), será inaugurado o primeiro terminal ferroviário da região, um empreendimento que representa um dos maiores avanços logísticos de Mato Grosso nas últimas décadas e reforça o protagonismo do município no cenário econômico estadual e nacional.


Instalado às margens da BR-070, entre os municípios de Primavera do Leste, Campo Verde e Dom Aquino, o novo terminal foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, ampliando significativamente a capacidade de escoamento da produção agrícola mato-grossense e reduzindo custos logísticos para produtores e empresas.


Construído em uma área de aproximadamente 200 hectares, o complexo conta com cinco tombadores, capacidade para descarregar até 35 caminhões por hora e sistema de carregamento ferroviário de até 16 vagões por hora. A estrutura também dispõe de quatro balanças rodoviárias, capacidade de armazenagem estática de 42 mil toneladas, estacionamento para até 250 caminhões e edificações de apoio destinadas aos motoristas.


Além dos impactos na logística e na competitividade do agronegócio, o empreendimento também contribui diretamente para a geração de emprego e renda. Durante o pico das obras, mais de 800 trabalhadores foram mobilizados entre empregos diretos e indiretos. Com o início das operações, a expectativa é de que cerca de 200 postos de trabalho permanentes sejam mantidos.


A chegada do terminal ferroviário representa um divisor de águas para Primavera do Leste, consolidando o município como um dos principais corredores logísticos do Centro-Oeste e fortalecendo sua posição estratégica para atração de novos investimentos, expansão industrial e desenvolvimento econômico sustentável.


A inauguração reúne autoridades estaduais, municipais, representantes do setor produtivo e lideranças empresariais, marcando o início de uma nova fase para a infraestrutura de transporte e para o crescimento econômico da região.

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) reconheceu irregularidades relacionadas a possíveis conflitos de interesses na transferência da gestão do Hospital Regional Doutor Antônio Fontes, em Cáceres, a cerca de 220 km de Cuiabá, para a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (AGIR). A decisão aponta falhas na fiscalização e na prevenção de conflitos entre servidores públicos e a entidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Apesar disso, o Tribunal afastou a responsabilidade individual de três envolvidos, não aplicou multas e manteve o contrato em vigor.

A investigação teve início após denúncia apresentada por Jean Peterson de Camargo, que questionou a participação de servidores públicos no processo de contratação da AGIR e a posterior ocupação de cargos na entidade responsável pela administração do hospital.

Um dos casos analisados foi o de Wellyngton Alessandro Dolce, ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres. Ele participou da preparação do processo de contratação e coordenou a comissão responsável pela transferência da gestão para a AGIR. Após deixar a direção da unidade, em 2 de fevereiro de 2026, passou a atuar como diretor da entidade, sendo identificado nessa função em documentos oficiais de 5 de fevereiro.

Para o TCE, a mudança direta da função pública para um cargo de direção na organização contratada revelou falhas na prevenção de conflitos de interesses. Entretanto, não foram encontradas provas de favorecimento à AGIR, uso de informações privilegiadas ou negociação antecipada da contratação.

Outra situação envolveu o médico Iago Cunha Matos, que manteve vínculo com a SES-MT enquanto exercia o cargo de diretor técnico da AGIR. Segundo o processo, ele iniciou suas atividades na entidade em 28 de janeiro de 2026 e permaneceu na função pública até pelo menos 14 de maio.

A Secretaria havia registrado orientação para que o profissional não acumulasse as duas atividades. No entanto, não ficou comprovado que ele tenha sido formalmente comunicado ou praticado atos em benefício da AGIR enquanto trabalhava para o Estado.

A investigação também analisou a conduta do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Gomes de Figueiredo, responsável por designações de servidores envolvidos na contratação e na transição da gestão hospitalar. O Tribunal concluiu que não havia provas de que ele soubesse antecipadamente da contratação de Wellyngton pela entidade ou tivesse cometido erro grave.

Apesar de reconhecer as irregularidades, o TCE afastou a responsabilização dos três envolvidos, por entender que não foram demonstradas violações de obrigações legais específicas que justificassem punições individuais.

O Tribunal também rejeitou os pedidos de anulação da seleção da AGIR, realização de novo processo de contratação e retomada da gestão do hospital pelo Estado, uma vez que não ficou comprovado direcionamento na escolha da entidade.

Na decisão, o TCE recomendou que a SES-MT estabeleça regras mais rígidas para prevenir conflitos de interesses, incluindo restrições à contratação de ex-servidores pelas entidades responsáveis pela gestão de hospitais públicos. Também determinou que o contrato do Hospital Regional de Cáceres seja incluído no planejamento de futuras fiscalizações.

 Por: João Fraga/VGN

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