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Hotéis projetam alta ocupação durante o São João Massayó

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A Prefeitura de Maceió anunciou a programação oficial do São João Massayó 2026, que acontecerá entre os dias 22 e 29 de junho. Reconhecido como um dos principais festejos juninos do país e o maior realizado no litoral brasileiro, o evento contará com uma agenda diversificada, reunindo artistas de projeção nacional e talentos locais.

Entre as atrações confirmadas estão nomes como Gusttavo Lima, Simone Mendes, Ana Castela, Zezé Di Camargo & Luciano, Alok, Xand Avião, Bell Marques e Calcinha Preta.

Pietro Coelho, sócio-diretor da rede de hotéis Ritz, que possui diversas unidades em Maceió, afirma que a divulgação da programação oficial do São João Massayó 2026 tem impacto direto e imediato nas reservas da rede hoteleira. Segundo ele, assim que os artistas e as datas são anunciados, o setor registra um aumento significativo nas buscas e confirmações, principalmente por parte de turistas de outras regiões do Brasil.

“O evento gera previsibilidade para o turista planejar a viagem, o que acelera a tomada de decisão e reduz a ociosidade típica desse período”, pontua.

De acordo com o executivo, a expectativa de ocupação dos hotéis da rede durante o evento é bastante elevada, com índices que podem se aproximar dos registrados na alta temporada. Em alguns dias específicos, especialmente nos fins de semana e nas datas com atrações mais populares, já há tendência de lotação.

“O São João Massayó vem se consolidando como um dos principais indutores de demanda do destino nesse período”, acrescenta.

Além disso, Coelho acredita que eventos como o São João Massayó são fundamentais para posicionar Maceió como uma cidade que vai além do turismo de sol e praia. Segundo ele, iniciativas desse porte ampliam a percepção do destino como um polo cultural e de entretenimento, diversificam a oferta turística e atraem novos perfis de visitantes. Conforme ressalta, esse movimento fortalece a marca da cidade em nível nacional e contribui para a redução da sazonalidade.

Perfil dos visitantes muda durante o período junino

Na avaliação de Coelho, há diferenças no comportamento dos hóspedes durante o São João em comparação com outras temporadas de alta demanda. Nesse período, o perfil do visitante é mais voltado ao lazer e ao entretenimento, com maior interesse na programação cultural e nas festividades promovidas pela cidade.

“É um público mais engajado com experiências locais, gastronomia típica e eventos. Além disso, a estadia tende a ser mais curta e concentrada em datas específicas da programação”, explica.

Para atender à demanda característica desse período, o sócio-diretor dos Hotéis Ritz destaca que a preparação envolve um planejamento estratégico das unidades, iniciado com antecedência. Segundo ele, a rede ajusta as equipes, reforça os treinamentos e adapta os serviços para atender a um público mais dinâmico, que busca experiências diferenciadas durante a estadia.

“Também criamos pacotes e ações comerciais específicas para o período, além de fortalecer parcerias com operadores e agências. O objetivo é transformar uma baixa temporada em uma oportunidade de alta performance, mantendo o padrão de qualidade e excelência da rede”, conclui.

Para mais informações, basta acessar: https://www.hoteisritzalagoas.com.br/



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Excesso de foco na liderança preocupa empresas

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Enquanto empresas ampliam benefícios, investem em escritórios modernos, flexibilizam jornadas e reforçam discursos sobre bem-estar, indicadores de saúde mental e desengajamento continuam crescendo no ambiente corporativo.

Para o especialista em cultura organizacional e CEO da DHEO Consultoria, Adeildo Nascimento, o cenário revela um paradoxo contemporâneo. “Organizações cada vez mais confortáveis convivendo com profissionais cada vez mais vazios de significado”. Segundo ele, a discussão ganha força em meio às novas exigências relacionadas à saúde psicológica no trabalho, às atualizações da NR-1 e aos debates sobre ambientes tóxicos. “A gente nunca investiu tanto na melhoria desses processos e nunca adoeceu tanto”, afirma.

Parte importante do problema está no que ele chama de “cuidado cosmético”, práticas superficiais que tentam substituir relações maduras e significativas por estruturas de conforto. “Uma parcela considerável de CEOs e empresários acredita que, se derem mimos e cuidados para os colaboradores, vai resolver a falta de engajamento; mas isso pode até infantilizar o colaborador”. Os principais fatores de desmotivação identificados em pesquisas recentes não estão ligados à ausência de benefícios, mas à falta de dignidade, respeito e consideração moral. “Isso nada tem a ver com componentes cosméticos de cuidado. Tem a ver com significado, com sentido naquilo que as pessoas fazem todos os dias”, pontua.

Para Nascimento, muitas empresas eliminaram até mesmo os desafios saudáveis do trabalho em busca de ambientes excessivamente suaves. “Tiraram a fricção boa do trabalho, o desafio, a autoria, e criaram espaços infantis, onde os colaboradores viram apenas replicadores de ordem, ainda que com bons salários e benefícios”, afirma. Uma frase resume o cenário, destaca. “O conforto cresceu, mas a maturidade diminuiu”. Em sua avaliação, o excesso de proteção pode comprometer o senso de pertencimento e responsabilidade. “As pessoas querem autoria. Querem sentir que não são apenas passageiras, mas que estão criando algo junto com a empresa”.

Maturidade organizacional

Entre os pontos considerados essenciais para construir ambientes mais maduros, se destacam a transparência na gestão, a responsabilização adulta dos colaboradores, o reconhecimento legítimo e a percepção de progresso. “Sabe como você coloca responsabilidade adulta nos seus colaboradores? Fazendo com que eles entendam efetivamente quanto a empresa fatura, qual a diferença entre faturamento e lucro líquido e o impacto do trabalho deles no resultado do negócio”, acentua.

Ele também chama atenção para empresas que centralizam reconhecimento e protagonismo exclusivamente nas lideranças. “Se só quem leva o crédito na organização é você, então não está criando um ambiente maduro”. E comenta a necessidade de conectar tarefas individuais a propósitos concretos. “As pessoas não podem entender que são apenas apertadoras de parafuso. Elas precisam participar da história”.

A prosperidade no ambiente corporativo vai além da remuneração. Segundo Nascimento, não é só trocar de carro ou ganhar mais dinheiro. É sentir que está crescendo como pessoa, profissional e cidadão. “Organizações maduras conseguem desenvolver profissionais completos, promovendo crescimento humano além do financeiro. Uma empresa madura faz as pessoas prosperarem e florescerem”, acrescenta. O aumento do desengajamento não pode ser explicado apenas por uma suposta falta de comprometimento das novas gerações. “Existe um mito de que as pessoas não querem nada com nada. Mas quando a empresa se torna soft demais e cheia de penduricalhos cosméticos, ela também deixa de gerar significado”.

Empresas que desejam fortalecer cultura e engajamento precisam equilibrar conforto e exigência, cuidado e responsabilidade, pondera Nascimento. “Às vezes, não é tão bom tirar toda a fricção e todo o desafio. Em muitos casos, é preciso estabelecer metas agressivas, estimular crescimento e, ao mesmo tempo, amadurecer a cultura organizacional”. Para ele, o caminho está na construção de empresas que combinem ambientes saudáveis com senso de propósito. “É assim que se constrói uma empresa confortável, com pessoas cheias de significado”, conclui.



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