Cultura
Viva Maria entrevista Cristina Serra sobre a geopolítica do futebol
Cultura
Oi, Oi, gente amiga desse nosso programa, que de olho na TV Brasil, acompanhou com grande interesse a edição inédita do programa Brasil No Mundo que conversou com o cientista político e professor do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Eduardo Martins e Cristina Serra, que é a titular desse programa ao lado dos grandes Yan Boechat e Jamil Chade. A geopolítica do futebol no contexto da Copa do Mundo de 2026 foi objeto da análise desses craques. 

Sem dúvida, uma visão completamente diferenciada do que a mídia, em geral, vem fazendo em relação a Copa do Mundo de 2026. Então, é com enorme prazer que nós vamos conversar agora com a jornalista, escritora e referência nacionalpelo compromisso com a verdade e, acima de tudo, pela coragem que ela tem de enfrentar os temas mais desafiadores da nossa sociedade. Seja mais do que bem-vinda, minha querida, Cristina Serra.
Pois é, e como nós vamos falar de Copa, a bola é sua, minha amiga. Eu achei que o professor, como não podia deixar de ser, deu uma verdadeira aula de geopolítica destacando, inclusive, a discriminação e o preconceito com que a seleção do Irã, por exemplo, está sendo tratada nessa Copa dos Estados Unidos, que, sob todos os aspectos, é muito diferente de todas as demais que a gente já teve a oportunidade de acompanhar, não é verdade?
É verdade, essa é uma Copa, de fato, com muitas peculiaridades. É uma Copa sendo realizada em três países da América do Norte, sendo os Estados Unidos, o que vai receber o maior número de jogos, e os Estados Unidos, que são um país que até dias atrásestava em guerra com o Irã, (nós estamos falando no momento em que foi anunciado que Estados Unidos e Irã)chegaram a um acordo que ainda vai ser assinado, vamos aguardar nos próximos dias. Mas seja como for, quando a Copa começou, ela começou com essa situação absolutamente inédita: um país agressor recebendo um país agredido com muitas hostilidades. A Copa do Mundo, Mara, todo mundo sabe, é uma oportunidade para qualquer país mostrar a sua hospitalidade, a sua simpatia. Você quer abrir as suas portas para os países, para as seleções visitantes. E Trump fez o contrário. Nos dias que antecederam o começo da Copa do Mundo, algumas seleções sendo submetidas a humilhações, e sobretudo a gente vê, essas seleções que passaram por situações investigatórias são seleções do Oriente Médio,como foi o caso do Irã e do Iraque, e seleções do continente africano. Isso espelha muito bem o que é o governo Trump, um governo racista, que recebe bem a uns e recebe muito mal e agressivamente a outros.
Então eu espero você, Jamil Chade e Yan Boechat , já no próximo domingo, para a gente correr para o abraço celebrando a vitória do Brasil e esperar que esse acordo, esse prometido acordo de paz possa ser celebrado também nesse seu programa, que vai ao ar sempre aos domingos às 7h30 da noite.
Cultura
Festival de Cinema Italiano exibe clássicos e contemporâneos inéditos
O Festival de Cinema Italiano segue até o dia 1º de dezembro em cerca de 90 cidades do país com programação gratuita.

A edição de número 21 do Festival de Cinema Italiano acontece em formato híbrido – em quase 130 espaços presenciais espalhados pelo país e os filmes também podem ser conferidos pelo site do evento.
Em São Paulo, a programação está em cartaz em 11 espaços como o Cine Favela Heliópolis e o CCBB, o Centro Cultural Banco do Brasil. São 24 filmes – 14 deles inéditos no país – entre clássicos consagrados e produções recém-exibidas no Festival de Veneza.
Entre os longas contemporâneos está a comédia dramática “A Vida é Assim”, inspirada em fatos reais, que narra a história de um pastor que se recusa a vender um pedaço de terra na Sardenha para a construção de um resort de luxo.
O público também pode assistir ao drama “O Filho Desejado”, de Tommaso Landucci, que levou os prêmios de melhor ator e melhor roteiro no Festival de Veneza deste ano.
Para a retrospectiva chamada de “Itália em Cena”, os curadores selecionaram 10 clássicos onde a paisagem tem um papel de destaque. Entre eles estão “A Doce Vida” e “Os Boas-Vidas”, ambos de Federico Fellini; e “Stromboli” de Roberto Rossellini. Também está em cartaz o longa “Noites de Verão” da cineasta Lina Wertmüller, a primeira mulher a ser indicada ao Oscar de melhor direção.
A programação online pode ser acessada pelo site festivalcinemaitaliano.com
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