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IA influencia e molda cada vez mais a reputação de marcas

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A inteligência artificial generativa já faz parte da rotina de 50 milhões de brasileiros, segundo a pesquisa TIC Domicílios 2025, do Cetic.br, divulgada em dezembro de 2025. Boa parte dessas pessoas faz aos modelos de linguagem, como ChatGPT, Gemini e Perplexity, perguntas que antes digitavam nos buscadores: qual marca escolher, qual empresa é referência, em que produto confiar. Essa mudança redefine a forma como marcas, produtos e serviços são descobertos e recomendados.

A diferença em relação ao modelo anterior está na resposta. Em vez de devolver uma lista de links para o usuário escolher, a IA entrega uma resposta única, com nomes de empresas e produtos. Marcas que não são citadas tendem a ficar de fora da escolha, o que transfere parte da gestão de reputação para a maneira como os modelos interpretam e resumem informações públicas sobre cada empresa.

Pesquisas recentes indicam de onde a IA extrai essas recomendações. Um estudo da Muck Rack deste ano, que analisou mais de 25 milhões de links, apontou a mídia espontânea como principal origem das citações. Já um levantamento da Meltwater, divulgado em maio de 2026 a partir de 9,5 milhões de citações, mostrou que plataformas como LinkedIn, Reddit e YouTube respondem por 47,5% das menções em respostas de IA, contra 18,7% vindas de sites das próprias empresas. Os dados sugerem que conteúdo de terceiros e cobertura jornalística pesam mais do que material publicado pela própria marca.

É nesse cenário que a agência de relações públicas Modocon criou uma nova abordagem no setor, que chamou de reputação generativa. O conceito, ainda novo no mercado, estrutura a gestão de reputação digital em seis camadas conectadas: mídia conquistada, conteúdo próprio, autoridade de marca e de executivos, otimização para busca (SEO), otimização para respostas de IA (GEO) e monitoramento do que os modelos passam a responder sobre a empresa.

Na prática, a lógica está no encadeamento: uma matéria publicada em um veículo jornalístico é indexada pela busca, pode entrar nos resumos de IA e ainda reforça o perfil do executivo nas redes, cada peça sustentando a seguinte. “Uma assessoria de imprensa que não conversa com a estratégia de conteúdo rende mídia, mas perde força na busca e nas IAs. Já a otimização voltada apenas para mecanismos generativos coloca a marca na resposta sem o respaldo editorial que sustenta a recomendação. É preciso integrar as duas pontas”, afirma Alex Cabral, diretor da Modocon Comunicação.

Para Cabral, o ponto central não é aparecer na IA, mas manter ao longo do tempo uma narrativa coerente sobre a empresa. “Reputação generativa é tratar mídia conquistada, conteúdo próprio, busca e respostas de IA como um sistema único de reputação digital, para que a empresa seja descrita e percebida pela versão que escolheu contar de si. Quem não acompanha e gerencia a própria narrativa corre o risco de ser apresentado pela versão que a internet montou no automático, e isso é um sério risco reputacional”, conclui.



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Brasil cria 121,3 mil postos de trabalho em setembro, aponta Caged

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Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta quarta-feira (4), apontam que 121,3 mil postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em setembro. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

O saldo é 24,7% maior em relação a agosto, quando o país criou 161 mil empregos.

A criação de empregos caiu 43,5% em comparação a setembro do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. No mesmo mês de 2025, tinham sido criados 214,6 mil postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Em relação aos meses de setembro desde 2020, esse é o resultado mais baixo da série. A mudança da metodologia no Caged impede a comparação com anos anteriores a 2020.

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Acumulado

De janeiro a setembro, o Caged registrou queda de 27,9% no acumulado de vagas formais:

  • 1.248.914 (nove meses de 2026);
  • 1.731.398 (nove meses de 2025).

Os dados trazem ajustes, quando o Ministério do Trabalho registra declarações entregues fora do prazo pelos empregadores e retifica os dados de meses anteriores.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, quatro dos cinco setores pesquisados criaram empregos formais em setembro. Só a agropecuária demitiu mais do que contratou.

  • Serviços: 81.241 postos;
  • Indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): 19.285;
  • Comércio: 15.697;
  • Construção civil: 9.468;
  • Agropecuária: -4.381.

Tradicionalmente, o mês de setembro é fraco para a agropecuária, por causa do início do plantio. No entanto, representa alta na atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de atividades administrativas e serviços complementares, com a abertura de 18,3 mil postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 15,4 mil vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 13,2 mil postos.

Na indústria, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para fabricação de produtos alimentícios (17 mil), fabricação de veículos automotores (2,1 mil) e coleta, tratamento, disposição de resíduos e recuperação de materiais (1,48 mil).

No comércio, o maior gerador de empregos foi o comércio varejista (9,43 mil), seguido por comércio por atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (3,87 mil.

Na construção, os destaques foram obras de infraestrutura (4,66 mil) e serviços especializados para construção (3,9 mil).

Regiões e estados

Todas as cinco regiões registraram abertura de vagas formais em setembro.

Veja abaixo o desempenho de cada região:

  • Nordeste: 49.142 postos;
  • Sudeste: 39.404;
  • Norte: 14.748;
  • Sul: 9.949;
  • Centro-Oeste: 7.894.

Na divisão por unidades da Federação, 26 registraram saldo positivo. Apenas o Rio Grande do Sul demitiu 2, 9 mil a mais do que contratou. Os destaques na criação de empregos foram em São Paulo (19,3 mil), Pernambuco (13,3 mil) e Alagoas (11,1 mil).

As unidades da Federação com o menor saldo de abertura de empregos formais em setembro foram Acre (235), Goías (307) e Maranhão (654).

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, no Rio Grande do Sul, as demissões decorrem do fim da safra de fumo e da retração no comércio varejista.

Salário médio

O salário médio real de admissão em setembro totalizou R$ 2.429,41. Isso representa:

  • redução de R$ 1,10 (-0,05%) em relação a agosto (R$ 2.430,51);
  • aumento de R$ 44,90 (1,88%) em relação a setembro de 2025 (R$ 2.384,51).

Carteira assinada

Com a criação de empregos formais, o número de trabalhadores com carteira assinada encerrou setembro em 48,35 milhões, alta de 0,25% em relação a agosto e de 1,65% em relação ao mesmo mês do ano passado.



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