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Governo de Mato Grosso entrega nova Delegacia de Polícia de Nobres

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O Governo de Mato Grosso entregou, nessa sexta-feira (13.6), a nova sede da Delegacia de Polícia de Nobres. A obra foi executada com recursos da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), com licitação e fiscalização conduzidas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra).

De acordo com o governador do Estado, Otaviano Pivetta, a inauguração da unidade é parte do cronograma de investimentos que o Governo do Estado tem buscado realizar para implantação e implementação dos serviços públicos oferecidos à população. “A população merece contar com serviços públicos de qualidade e a estrutura predial e de equipamentos utilizados pelos servidores é um dos meios para isso. É com muita felicidade que inauguramos mais uma delegacia de polícia em nosso Estado”, considerou Pivetta.

A nova unidade possui 414,49 metros quadrados de área construída e foi planejada para atender às demandas da Polícia Civil, oferecendo estrutura adequada para o atendimento ao público, realização de procedimentos policiais e desenvolvimento das atividades investigativas.

Para a delegada-geral, Daniela Maidel, a entrega da unidade representa um momento importante para a Polícia Civil. “Nossa instituição tem realizado um forte trabalho de enfrentamento à criminalidade. E receber uma unidade nova e devidamente equipa contribui ainda mais para o avanço desse trabalho”, destacou Maidel.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

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O prédio conta com espaços destinados à recepção e registro de ocorrências, gabinetes, cartórios, coordenação de investigação, salas de apoio, reconhecimento fotográfico, ambientes para custódia de presos, armazenamento de apreensões, armas e entorpecentes, além de áreas administrativas e de suporte aos servidores.

A entrega da nova delegacia faz parte dos investimentos do Governo do Estado voltados à ampliação e modernização da infraestrutura da segurança pública, proporcionando melhores condições para o trabalho policial e para o atendimento prestado à população.

“É uma alegria imensa para todos nós da equipe receber essa unidade nova e estruturada. Não tenho dúvidas que esse novo prédio vai proporcionar ainda mais motivação aos nossos policiais e isso tudo vai resultar no melhor atendimento ao cidadão, que passa a contar com um espaço mais digno e adequado para o registro de ocorrências”, disse o delegado responsável pela unidade, Marcus Vinicius Ferreira Silva.

A nova sede substitui a estrutura anteriormente utilizada pela Polícia Civil no município, reunindo, em um único espaço, setores essenciais para o atendimento das demandas da unidade.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

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Com as novas instalações, a Delegacia de Polícia de Nobres passa a contar com estrutura mais adequada para a execução de suas atividades, contribuindo para o fortalecimento das ações de investigação e para a melhoria dos serviços oferecidos à população do município e região.

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Polícia Civil cumpre 74 ordens judiciais e desarticula grupo especializado em arrombar e furtar caixas eletrônicos

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (5.11), a Operação Círculo Vicioso para desarticular um grupo criminoso interestadual especializado em arrombar e furtar caixas eletrônicos.

A operação cumpre 74 medidas judiciais, sendo 10 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão domiciliar, 18 autorizações para acesso a dados de dispositivos eletrônicos, 15 quebras de sigilo bancários e 13 ordens de bloqueio de ativos financeiros no valor de aproximadamente R$ 240 mil. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), identificaram uma estrutura criminosa com atuação em diferentes estados e responsável por uma série de furtos a caixas eletrônicos instalados em estabelecimentos comerciais e instituições financeiras de Cuiabá e Várzea Grande.

Os mandados são cumpridos em Cuiabá e Rondonópolis, em Mato Grosso, e nas cidades de Joinville (SC) e São Luís (MA). O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina, da Polícia Civil do Maranhão e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Arrombamento de caixas eletrônicos

As investigações tiveram início a partir de um furto ocorrido na madrugada de 21 de janeiro de 2026, em um caixa eletrônico instalado no interior de um supermercado, no bairro Praia Grande, em Várzea Grande.

Na ação criminosa, os suspeitos utilizaram uma lança térmica, uma ferramenta industrial usada para cortar materiais resistentes, para romper o cofre do equipamento. Mesmo com o acionamento do sistema de segurança, que libera tinta sobre as cédulas para inutilizá-las, os criminosos conseguiram subtrair R$ 105 mil.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 

Durante a apuração dos fatos, a equipe da GCCO/Draco identificou que o crime fazia parte de uma sequência de ataques com características semelhantes. Ao todo, foram identificados seis furtos praticados entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026 em caixas eletrônicos de Cuiabá e Várzea Grande.

As ações tinham como características o arrombamento de paredes, a utilização de lonas para esconder a luminosidade produzida pela lança térmica e o corte dos cofres dos equipamentos.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

 

Núcleos e lavagem de dinheiro

Conforme apurado, o grupo criminoso possuía núcleos responsáveis pela execução dos furtos, pela lavagem das cédulas sujas de tinta, pela utilização de equipamentos tecnológicos e pelo recebimento dos recursos ilícitos.

Após os ataques, os integrantes responsáveis pela lavagem realizavam procedimentos para retirar fisicamente a tinta de segurança das cédulas, utilizando produtos químicos e outros materiais. Em seguida, o dinheiro era depositado de maneira fracionada em diferentes agências bancárias, estratégia conhecida como smurfing, para dificultar a identificação da origem criminosa dos valores.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

O dinheiro obtido nos furtos era distribuído entre diferentes integrantes e terceiros, que recebiam os depósitos em suas contas bancárias. A análise de imagens dos circuitos de segurança das instituições financeiras e outros elementos de investigação permitiram identificar a participação dos suspeitos em diferentes etapas do esquema criminoso.

Atuação interestadual

A investigação apontou que o grupo criminoso possuía integrantes residentes em outros estados, especialmente em Santa Catarina, que se deslocavam para Mato Grosso para executar os ataques. Os elementos reunidos também indicaram conexões dos investigados com práticas criminosas anteriores nos estados do Rio de Janeiro e de Alagoas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

As medidas judiciais autorizadas abrangem endereços em Mato Grosso e em Joinville, além de providências destinadas a interromper a movimentação dos recursos financeiros provenientes das atividades ilícitas.

A decisão judicial também autorizou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados até o limite global de R$ 239.980,52, valor correspondente aos prejuízos quantificados nos autos em quatro dos furtos investigados, com possibilidade de reavaliação após o aprofundamento das análises financeiras.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Nome da operação

O nome Operação Círculo Vicioso faz referência ao ciclo criminoso identificado durante as investigações, no qual os integrantes da organização praticavam furtos a caixas eletrônicos, retiravam os valores dos equipamentos e, em seguida, utilizavam estratégias para ocultar a origem ilícita do dinheiro e reinseri-lo no sistema financeiro.

A expressão também representa a dinâmica de repetição das atividades criminosas, que envolvia diferentes núcleos, mantendo em funcionamento uma estrutura organizada e contínua de obtenção de vantagens ilícitas.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Renorcrim

A operação faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e do Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência e combate duradouro à criminalidade.



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