Economia
MONIN amplia atuação no país com linha “Doces Brasileiros”
Economia
Fundada em 1912 na França, a MONIN vive um momento de consolidação no Brasil, onde está presente desde 2015. A empresa especializada em soluções aromáticas para bebidas e aplicações culinárias lançou recentemente a linha “Doces Brasileiros”, com sabores e produção 100% nacional.
Chegando em edição limitada para as festas juninas, a linha reúne xaropes para bebidas nos sabores de pé de moleque, brigadeiro e doce de leite, ampliando o leque de aplicações da marca no mercado nacional e fazendo sua estreia em uma das celebrações mais tradicionais do calendário cultural e gastronômico brasileiro.
A MONIN inaugurou, em setembro de 2025, sua primeira fábrica no Brasil e na América Latina — a cidade escolhida foi Itu, no interior paulista. Além disso, a empresa lançou recentemente um e-commerce próprio no país, que venderá com exclusividade os novos produtos.
Thiago Zanon, diretor comercial e de marketing da MONIN no Brasil, afirma que, ao apostar em um território de sabor inspirado na culinária típica do país, a marca busca unir inovação, memória afetiva e versatilidade.
“Depois de uma década de operação no país, passamos de uma presença de marca para uma atuação cada vez mais integrada ao mercado local, com produção, desenvolvimento e estratégia pensados a partir da realidade brasileira. Isso mostra não apenas confiança no Brasil, mas também um compromisso de longo prazo com o consumidor, com os profissionais do setor e com a construção de uma operação mais conectada à cultura e ao paladar nacional”, comenta Zanon.
Segundo o diretor comercial e de marketing da MONIN, a fábrica em Itu proporciona uma autonomia maior para responder ao mercado com rapidez, flexibilidade e precisão. Antes, uma parte importante desse processo dependia de estruturas globais, o que, consequentemente, alongava prazos de desenvolvimento e adaptação, diz ele.
Com a produção local, é possível testar, ajustar e lançar produtos com mais agilidade, olhando de forma mais próxima para o que faz sentido para o paladar regional. “Isso é fundamental quando falamos de um país como o Brasil, que tem diversidade cultural, ingredientes únicos e hábitos de consumo muito específicos”, complementa Zanon.
Já o e-commerce complementa a distribuição tradicional e cria uma nova forma de relacionamento com o mercado. Além de dar acesso ao portfólio completo, o canal próprio também ajuda a MONIN a educar, inspirar e gerar demanda de maneira mais direta. Ou seja, a empresa vê o e-commerce como uma ferramenta importante para consolidar presença, dar mais independência à marca e ampliar a capacidade de crescimento no Brasil.
Linha “Doces Brasileiros”
Desenvolvidos tanto para profissionais do setor de food service — como mixologistas, bartenders, baristas e cozinheiros — quanto para entusiastas que buscam experiências diferenciadas, os xaropes de pé de moleque, brigadeiro e doce de leite podem ter várias aplicações.
Alguns exemplos são o uso em bebidas quentes (complemento para cafés, lattes e cappuccinos), coquetelaria e mocktails (base versátil para a criação de drinks autorais, com ou sem álcool, inspirados no clima frio do meio do ano) e aplicações culinárias (uso indicado em sobremesas, caldas e outras receitas gastronômicas com o perfil sensorial dos doces típicos).
Zanon pontua que um dos desafios ao criar a linha “Doces Brasileiros” foi equilibrar o padrão de qualidade global da marca com a identidade de receitas que são o coração da cultura e das festas juninas no Brasil.
“Diria que foi um desafio muito positivo. Quando falamos em brigadeiro, doce de leite e pé de moleque, estamos tocando em sabores que fazem parte da memória afetiva de muita gente, especialmente no período das festas juninas. O nosso trabalho foi respeitar essa identidade, mantendo a consistência e o perfil técnico que a marca busca entregar no mundo todo, mas traduzindo isso em sabores que conversam com o coração do consumidor brasileiro”, descreve o executivo.
A estratégia de conectar produtos com apelo cultural, como as festas juninas, se junta a outras iniciativas recentes da marca, como o desenvolvimento da ferramenta de inteligência artificial Bartender Virtual, a participação em grandes eventos, como o Carnaval, e o fomento à comunidade de bartenders e mixologistas com a MONIN CUP, campeonato global da marca.
O próximo passo é seguir aprofundando a conexão com o Brasil e expandindo o portfólio, revela Zanon. “Também queremos continuar investindo em educação, conteúdo, ferramentas digitais e relacionamento com a comunidade de bartenders, baristas, chefs e consumidores. Nosso objetivo é que a MONIN seja cada vez mais percebida não apenas como uma marca global presente no Brasil, mas como uma empresa que cresce junto com o mercado brasileiro e contribui ativamente para a evolução da categoria”, ressalta.
Para saber mais, basta acessar o site da MONIN: https://monin.com.br/
Economia
Crédito fica mais acessível, mas CFO aponta o custo oculto
A CFO Bárbara Andrade lança em São Paulo e em Belo Horizonte o livro “A Conta do Crescimento: como escolher a fonte certa de capital sem comprometer o futuro da empresa”. A obra chega em um momento em que pequenos negócios voltaram a ter mais facilidade para conseguir crédito no Brasil e analisa o que as empresas pagam ao captar recursos além dos juros, como a perda de participação no negócio e as garantias oferecidas com o patrimônio dos sócios.
Segundo a autora, um dos erros recorrentes é buscar dinheiro antes de saber quanto a própria operação consegue pagar. Bárbara resume o argumento na conclusão: “Nenhuma empresa quebra por escolher a fonte de capital errada. Ela quebra por escolher qualquer fonte antes de saber o que a operação pode sustentar.”
O livro analisa as alternativas disponíveis hoje para empresas de porte médio, do crédito bancário ao investimento em troca de participação, passando por fundos de recebíveis, dívida estruturada e venture debt. De acordo com a obra, parte desses instrumentos era acessível apenas a grandes companhias até poucos anos atrás. No mesmo período, credores e investidores passaram a avaliar com mais rigor a governança e a capacidade de pagamento das empresas.
A autora também trata de fatores que pesam na decisão e recebem menos atenção nas análises de captação, como o medo de perder o controle do negócio e o desconforto de oferecer bens da família como garantia. Para Bárbara, “essas preocupações integram a decisão e precisam ser consideradas junto à análise financeira”.
Com mais de 15 anos de carreira em finanças, Bárbara trabalhou com controladoria e orçamento na indústria automotiva, com planejamento financeiro e tesouraria no setor de tecnologia e foi CFO e sócia de uma empresa de aviação privada. Sua experiência de liderança, aliada à formação em conselhos de administração, orienta a visão sobre captação de recursos, governança e os impactos das decisões de capital no futuro das empresas.
A personagem fictícia que guia os capítulos, uma empresária que precisa escolher entre duas propostas de financiamento, foi criada a partir de situações que se repetiram em conversas da autora com lideranças de vários setores. Com base nessa convivência, o livro defende que o histórico financeiro e o relacionamento com bancos e investidores são construídos antes de a empresa precisar de dinheiro e influenciam prazo, custo e condições das negociações futuras.
Para a autora, a decisão de captar recursos não cabe apenas ao departamento financeiro. Definir onde o dinheiro será aplicado e como ele vai voltar ao caixa exige a participação da área comercial, da área de operações e da liderança da empresa. O livro foi escrito para quem decide sobre capital, seja qual for o cargo: fundadores que nunca tiveram um CFO ao lado para interpretar contratos, diretores financeiros e conselheiros que precisam avaliar propostas de captação.
O primeiro lançamento será em São Paulo, na Livraria da Vila, e o segundo, posteriormente, em Belo Horizonte. Os convites são individuais e enviados a profissionais com trajetória reconhecida em suas áreas. O livro faz parte do catálogo de publicações certificadas pela A7Z, que seleciona seus autores pela experiência na alta liderança.
Mineira de Belo Horizonte, Bárbara Andrade mora em São Paulo e é CFO da Boca Rosa Company, uma marca brasileira de beleza e cosméticos. Atua também como palestrante e mentora, com trajetória em empresas como Iveco, Fiat, Hotmart e Flapper. Em 2021, foi reconhecida como CFO do ano pelo Global Excellence Awards. É formada em Administração pelo CEFET-MG, possui especializações em Finanças pelo Ibmec e pela London School of Business and Finance, além de formação em conselhos de administração pelo IBGC.
A obra é publicada pela A7Z, certificadora e editora especializada no posicionamento da alta liderança, que transforma trajetórias de carreira em publicações de referência. A A7Z integra a Rede Líderes, ecossistema que reúne quem decide em finanças, tecnologia, pessoas, risco e receita para, juntos, descobrirem as soluções e tecnologias de mercado capazes de responder aos desafios de suas empresas.
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