Várzea Grande
Um gesto que salva vidas: doador há mais de 10 anos incentiva população à participar da campanha Junho Vermelho
Várzea Grande
A doação de sangue é um gesto simples, mas capaz de transformar histórias e salvar vidas. Durante o Junho Vermelho, campanha nacional de conscientização sobre a importância da doação, exemplos de solidariedade ajudam a reforçar a necessidade de manter os estoques abastecidos ao longo de todo o ano. A mobilização ganha ainda mais destaque com a celebração do Dia Mundial do Doador de Sangue, em 14 de junho, data dedicada a homenagear quem contribui voluntariamente para garantir esperança a milhares de pacientes.
Entre essas pessoas está o morador Lúcio Freitas, de 40 anos, que há mais de dez anos faz da doação de sangue um compromisso permanente com a vida. A decisão nasceu após um momento marcante vivido em família, quando sua mãe precisou receber uma transfusão.
A experiência despertou nele o desejo de retribuir a ajuda recebida. Desde então, tornou-se doador regular e defensor da causa, incentivando amigos, familiares e a comunidade a também participarem dessa corrente de solidariedade. Para ele, a doação representa a oportunidade de oferecer uma nova chance a quem enfrenta tratamentos de saúde, acidentes ou procedimentos cirúrgicos.
Uma única bolsa de sangue pode beneficiar até quatro pessoas, graças ao processo de separação dos hemocomponentes realizado após a coleta. Esse trabalho permite que diferentes pacientes recebam exatamente o componente sanguíneo de que necessitam, ampliando o alcance de cada doação.
Em Várzea Grande, a população conta com a Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue, inaugurada no ano passado e resultado de uma parceria com o Hemocentro de Mato Grosso. O espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, oferecendo mais comodidade aos voluntários e fortalecendo a rede de atendimento hemoterápico da região.
De acordo com a superintendente da Atenção Secundária, Sonia Nabarrete, a participação da população é fundamental para garantir o atendimento da demanda contínua por sangue. Diferentemente de medicamentos ou equipamentos hospitalares, o sangue não pode ser fabricado, dependendo exclusivamente da contribuição voluntária dos doadores.
Para doar, é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado e alimentado, além de apresentar documento oficial com foto. Menores de idade precisam de autorização dos responsáveis. Antes da coleta, todos os candidatos passam por avaliação clínica para assegurar a segurança do procedimento.
Neste Junho Vermelho, a mensagem é clara: doar sangue é um ato de cidadania, empatia e compromisso com a vida. Para quem aguarda por uma transfusão, cada doação representa muito mais do que um procedimento médico — representa a esperança de continuar vivendo.
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Várzea Grande
Câmara aprova projeto de Carlinhos Figueiredo que cria a Carteira da Mãe Atípica — Câmara Municipal
A Câmara Municipal de Várzea Grande aprovou, por 16 votos favoráveis, o projeto de lei de autoria do vereador Carlinhos Figueiredo que institui a Carteira de Identificação da Mãe Atípica (CIMA) no município.
A proposta tem como finalidade garantir o reconhecimento formal e a identificação de mulheres que exercem a função de cuidadoras principais de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras ou outras condições que exijam cuidados permanentes e contínuos.
A iniciativa busca assegurar maior dignidade, respeito e segurança, facilitando a identificação da cuidadora principal e o acesso a atendimento prioritário e diferenciado em órgãos públicos municipais e instituições privadas, evitando constrangimentos no cotidiano.
Segundo o texto aprovado, a carteira conterá nome completo, fotografia, número de documento oficial, dados de identificação da pessoa assistida e prazo de validade. A comprovação da condição será feita mediante laudo médico ou relatório multiprofissional.
Durante a discussão em Plenário, a vereadora Rosy Prado elogiou a sensibilidade da matéria e declarou apoio à proposta. Ela destacou o acolhimento às mães atípicas de Várzea Grande e ressaltou que a medida reforça a inclusão e a dignidade de famílias que, muitas vezes, enfrentam desrespeito a direitos já garantidos em lei.
O vereador Caio Cordeiro também enfatizou os desafios enfrentados por quem convive diariamente com barreiras e preconceito. Ele defendeu o amparo às cuidadoras e chamou atenção para a necessidade de cuidado na formulação das políticas de inclusão.
O vereador Bruno Rios declarou apoio ao projeto e compartilhou experiência pessoal ao mencionar o diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Ele relembrou as dificuldades enfrentadas na infância, destacou os avanços da medicina e da ciência no diagnóstico precoce e no tratamento, e parabenizou o autor da proposta.
Para ampliar a cobertura da legislação, o vereador Raul apresentou emenda estendendo o benefício não apenas às mães, mas também aos demais responsáveis legais e cuidadores principais, como avós, outros parentes ou profissionais responsáveis pelos cuidados diários.
O parlamentar justificou a alteração ao destacar a realidade de famílias em que as mães precisam trabalhar e deixam os cuidados cotidianos sob a responsabilidade de outros familiares ou profissionais.
Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande
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