Cáceres
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Cáceres
Com a morte de Kemilly Valentina Ferreira de Oliveira, de apenas 6 anos, subiu para seis o número de mortos após um grave acidente envolvendo uma caminhonete, um Gol e um HB20 na noite dessa sexta-feira (5), na MT-358, entre as cidades mato-grossenses de Nova Olímpia e Barra do Bugres.

Subiu para 6 o número de mortos após um grave acidente na MT-358; duas vítimas eram crianças – Foto: Reprodução
Dentre as vítimas fatais, estão quatro pessoas da mesma família, além do professor da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Vitérico Jabur Maluf, de 65 anos, e a esposa dele, Jucineide Maluf, de 39 anos.
Vítimas do acidente na MT-358
Vítimas fatais
Sebastião Ribeiro Ferreira Oliveira
Motorista do Gol
Dayane Ribeiro Antunes Ferreira
26 anos
Emanuel Pietro Ferreira de Oliveira
4 anos
Kemilly Valentina Ferreira de Oliveira
6 anos
Professor Vitérico Jabur Maluf
65 anos • Motorista do HB20
Jucineide Maluf
39 anos
SobreviventesAdolescente de 17 anos
Filha de Sebastião
Emilly Sofia
8 anos
Fonte: Polícia Civil
No local, o Corpo de Bombeiros encontrou duas vítimas presas às ferragens dos carros, sem sinais vitais.
As duas crianças, de 4 e 6 anos, que são irmãos, chegaram a ser socorridas mas morreram após darem entrada no hospital.
Um vídeo feito pelos militares mostra a proporção da destruição dos carros após o acidente; veja:
O motorista do terceiro veículo envolvido, uma caminhonete S10, não sofreu ferimentos. Ele contou à Polícia Civil que seguia de Nova Olímpia sentido a Barra do Bugres quando uma ultrapassagem malsucedida teria causado o acidente.

Sebastião e Dayane, além dos filhos Kemilly e Emanuel, estão entre os mortos do acidente. – Foto: Reprodução
Segundo os bombeiros, os sobreviventes foram encaminhados ao Hospital Municipal por equipes da concessionária Via Brasil, que administra a rodovia, e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O atual estado de saúde deles não foi informado.
Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local para encaminhamento dos corpos ao Instituto Médico Legal (IML). O caso segue sob investigação.

Professor da Unemat, Vitérico Jabur Maluf, e esposa dele, Jucineide Maluf, estão entre mortos no acidente na MT-358. – Foto: Instagram/Reprodução
Comoção por morte de professor
Vitérico era pai do cantor Henrique Maluf, que lamentou a morte dele e da madrasta nas redes sociais.

Cantor Henrique Maluf lamentou morte de pai nas redes sociais. – Foto: Instagram/Reprodução
A Unemat também lamentou a morte de Vitérico, professor do curso de Matemática, e da esposa. Até o momento, não há informações sobre o velório ou enterro.
Maluf também ocupou o cargo de pró-reitor de Planejamento e Desenvolvimento Institucional de 2006 a 2010, durante a gestão do reitor Taisir Mahmudo Karim.
Aos familiares e amigos, a Unemat deseja conforto e consolo pela perda.”
Por Gabi Braz/Primeira Página
Cáceres
Alunos da Escola Municipal Dom Máximo vivenciam saberes e sabores da cultura cacerense em aula de campo na casa da Dona Regina
Estudantes dos 1º anos da Escola Municipal Dom Máximo Biennés participaram de uma aula de campo voltada ao conhecimento e à valorização da cultura local. A atividade levou as crianças até a casa de Dona Regina, conhecida pela produção tradicional do bolo de arroz, proporcionando um encontro entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e os saberes preservados pela comunidade.
A ação integra o Projeto Regiões do Brasil, desenvolvido pela escola. Dentro da proposta, as turmas dos primeiros anos estudam a Região Centro-Oeste, conhecendo suas características geográficas, culturais e tradições. Com a visita, esse aprendizado ganhou forma e sabor, aproximando os estudantes da história e da cultura presentes no próprio território onde vivem.
Participaram da atividade as turmas do 1º Ano A, da professora Marta Norberta; 1º Ano B, da professora Márcia Aparecida Destácio; 1º Ano C, da professora Nilma da Silva Oliveira; 1º Ano D, da professora Katiane Santana; e 1º Ano F, da professora Maria Luciana Rodrigues.
A diretora Ivoneide Assunção apoiou a realização da proposta e destacou a importância de proporcionar às crianças o contato direto com manifestações da cultura cacerense, que envolvem não apenas a culinária, mas também histórias familiares, memórias, modos de fazer e conhecimentos transmitidos entre gerações.
A experiência também está alinhada às ações de Educação Patrimonial desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino, que reconhecem o território e os saberes da comunidade como importantes fontes de aprendizagem. Nessa perspectiva, o patrimônio vai além de prédios, monumentos e objetos históricos, estando presente também nas práticas, narrativas, conhecimentos e tradições preservadas pelas pessoas.
Durante a visita, Dona Regina compartilhou com as crianças a história de sua relação com o bolo de arroz. Ela contou que aprendeu os primeiros ensinamentos sobre o preparo da iguaria com a mãe e a avó, recordando o tempo em que, ainda muito jovem, ajudava a triturar o arroz no pilão.
O próprio ambiente onde a tradição continua sendo mantida se transformou em espaço de aprendizagem. O forno a lenha, as grandes panelas e assadeiras, o preparo dos bolinhos e as histórias contadas por Dona Regina mostraram às crianças que uma receita pode guardar muito mais do que ingredientes e técnicas culinárias: pode carregar memórias, relações familiares, modos de viver e a identidade de uma comunidade.
Para o assessor pedagógico da escola, professor Adson Seba, a experiência mostra as possibilidades de aprendizagem existentes quando a escola se aproxima do território. “A escola não precisa olhar para longe para encontrar conhecimentos importantes. Quando as crianças conhecem pessoas como Dona Regina e compreendem o que existe por trás de uma tradição como o bolo de arroz, elas começam também a reconhecer o valor da cultura do lugar onde vivem.”
O assessor pedagógico professor Lucas Mateus Faria Silva, que acompanha as ações de Educação Patrimonial da Rede, acrescentou que iniciativas como essa ampliam a compreensão das crianças sobre o conceito de patrimônio. “Educação Patrimonial também é reconhecer os saberes das pessoas que fazem a história da nossa cidade. O bolo de arroz envolve memória, trabalho, identidade e transmissão de conhecimentos.”
A aula de campo ampliou os conteúdos trabalhados anteriormente em sala de aula e aproximou os estudantes da cultura regional. Conforme registrado pelas professoras, mais do que aprender como o bolo de arroz é preparado, as crianças puderam compreender que cada receita também carrega histórias, memórias, trabalho, identidade e tradição.
A secretária municipal de Educação, Luciana de Souza Gattass Crepaldi, ressaltou que propostas dessa natureza reforçam o compromisso da Rede Municipal com a valorização dos conhecimentos construídos e preservados pela própria comunidade. “Valorizar os saberes locais é também reconhecer a nossa história e fortalecer o sentimento de pertencimento das crianças. Quando a escola aproxima os estudantes das pessoas, das memórias e das tradições de Cáceres, ela mostra que a comunidade também educa e que esses conhecimentos fazem parte do patrimônio que queremos preservar para as próximas gerações”, finalizou Luciana.
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