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Jazz, blues e Paraty: Festival ocupa as ruas da cidade histórica

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A cidade de Paraty (RJ), patrimônio cultural e natural da humanidade, se transforma em palco para a 16ª edição do Bourbon Festival Paraty, evento que ocupa praças, ruas e espaços históricos com ritmos da diáspora africana. A programação começa nesta sexta-feira (29) e segue até o domingo, com mais de 60 atrações.  

As ruas de pé-de-moleque do centro histórico de Paraty foram projetadas para serem lavadas pela maré alta. Mas além da água, neste fim de semana, elas também vão transbordar música: jazz, blues, soul, rhythm’n’blues e música brasileira… O festival Bourbon Festival Paraty reúne artistas internacionais, como a cantora Carlise Guy, filha da lenda do blues Buddy Guy, nomes consagrados da música brasileira, como Ana Cañas e talentos locais, como a Orquestra Jazz Sinfônica Jovem de Paraty.

Edgard Radesca, diretor geral do festival, conta que o objetivo é realizar uma integração com a comunidade local, entre os músicos de diferentes partes do Brasil e do mundo. 

“Nós temos brasileiros junto com os americanos, com os de Chicago… É uma experiência fantástica, porque para ouvir ou conhecer alguns desses músicos, teria que viajar. E vai estar lá em Paraty, faz parte do festival. Eles vão conviver com esses músicos, eles vão estar lá no backstage, eles vão estar andando, estar ouvindo, isso são influências e isso já é um legado para os músicos de Paraty. 

A inspiração para o festival veio da cidade de Nova Orleans nos Estados Unidos, conhecida como o berço do jazz, onde é tradição grupos de sopro se apresentarem andando pelas ruas acompanhados pelo público.

Em Paraty, os cortejos ficam a cargo da Orleans Street Jazz Band e do grupo Amigos da Cacilda, com músicos formados no projeto social Favela Brass. Edgard Radesca conta sobre a expansão do festival para além do centro da cidade. 

“Nós andamos com uma kombi, com música, que vai para as várias praias. Uma maneira de integrar não só o centro histórico, mas integrar todo redor de Paraty”. 

Neste ano, o festival celebra o centenário do trompetista revolucionário do jazz, Miles Davis, com shows do guitarrista estadunidense Mike Stern, e de Lucas Gomes, jovem trompetista de São Paulo que faz uma releitura do álbum Bitches Brew de Miles Davis.

Toda as atrações são gratuitas e a programação completa está no site bourbonfestivalparaty.com.br.

 


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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