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Gefron apreende 28 kg de drogas e gera prejuízo de R$ 541 mil ao crime organizado

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Assessoria | Polícia Civil-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (22.5), a Operação Vinculum Sanguinis para cumprir 23 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa envolvida com o tráfico de cargas de cocaína da fronteira com a Bolívia até a região norte do Estado.

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, apuram o envolvimento do grupo criminoso nos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Sinop e municípios vizinhos.

Na operação, é cumprido um mandado de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar, 11 bloqueios de contas bancárias, totalizando mais de R$ 1,2 milhão, além do sequestro de três veículos e cinco imóveis, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Sinop.

As ordens judiciais são cumpridas nos municípios de Sinop, Cláudia, Cuiabá e Várzea Grande, com foco na desarticulação do grupo criminoso responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína de Pontes e Lacerda até a região de Sinop. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio da equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá.

Até o momento, a ação resultou na apreensão de mais de 25 tabletes de pasta base de cocaína e dinheiro, que aínda sereá contablizado. Três criminosos já foram presos, um em razão do mandado de prisão preventiva e dois em flagrante por tráfico de drogas.

Rota do tráfico

As investigações, conduzidas pela Draco de Sinop, tiveram início em outubro de 2025, após a prisão em flagrante de dois suspeitos no município de Cláudia, ocasião em que foi apreendido um quilo de pasta base de cocaína. O que parecia um flagrante isolado revelou-se, com o avanço das investigações, uma estrutura criminosa voltada ao transporte de grandes carregamentos de entorpecentes oriundos da região de fronteira do Estado.

Durante a apuração dos fatos, foi identificado que o grupo era responsável pelo transporte de centenas de quilos de cocaína da cidade de Pontes e Lacerda, na fronteira com a Bolívia, até a região de Sinop. Os policiais identificaram que o grupo criminoso utilizava a rota, que percorre mais de 700 quilômetros, para o transporte sistemático de cocaína e pasta base de cocaína.

Apreensão de entorpecentes

No mês de março de 2026, a Draco de Sinop deflagrou a Operação Aurora Pantaneira, ação que resultou na apreensão de 525 quilogramas de cocaína e pasta base de cocaína transportados pelo mesmo grupo criminoso.

Lavagem de dinheiro e bloqueios patrimoniais

Além do tráfico em si, as investigações apontaram para a prática de lavagem de dinheiro, com o produto do crime sendo ocultado por meio de movimentações financeiras distribuídas entre membros da facção criminosa, empresas e familiares. Os laços familiares eram utilizados como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial.

As medidas patrimoniais deferidas pela Justiça, com base nas investigações, totalizam mais de R$ 3,2 milhões em ativos constritos, somando o bloqueio bancário, os veículos e os imóveis. O sequestro dos bens foi requerido como forma de garantir o ressarcimento dos danos causados e impedir que o produto do crime permaneça em circulação.

O bloqueio bancário alcançou 11 investigados, sendo nove pessoas físicas e duas empresas, uma do ramo de segurança eletrônica e outra do ramo de metalurgia, localizadas em Várzea Grande e Cuiabá.

Os cinco imóveis sequestrados estão localizados nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, incluindo apartamentos, uma casa e terrenos. O valor venal total dos imóveis registrados supera R$ 2 milhões, com valor de mercado estimado significativamente superior. A medida inclui bens que possam estar registrados em nome de terceiros.

Segundo o delegado Eugênio Rudy Junior, responsável pelas investigações, a operação possibilitou que as investigações avançassem sobre toda a teia de envolvidos.

“As investigações revelaram um grupo criminoso, com divisão de funções, uso de laranjas para movimentação financeira e mecanismos para dissimular o produto do crime. Os elementos apurados apontaram ainda vínculos familiares e de confiança como espinha dorsal do grupo”, disse o delegado.

Nome da operação

O nome da operação, “Vinculum Sanguinis”, é uma expressão em latim que significa “laço de sangue” e faz referência justamente ao vínculo familiar existente entre integrantes da facção criminosa e à utilização desses laços como mecanismo de confiança e ocultação patrimonial.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renarc

A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.

 

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Escola Duque de Caxias promove ação de valorização da vida no Setembro Amarelo

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Em alusão à campanha Setembro Amarelo, a Escola Municipal Duque de Caxias, com apoio da Secretaria Municipal de Educação (SME), vem desenvolvendo atividades pedagógicas voltadas à valorização da vida, à empatia, ao respeito e ao cuidado com o próximo.

As ações são trabalhadas de forma adequada à faixa etária dos estudantes e buscam estimular o diálogo, o acolhimento e a reflexão sobre a importância dos sentimentos e das relações humanas.

A programação teve início na própria unidade escolar, onde os alunos participaram de uma cantata realizada nas janelas da escola. A atividade abriu espaço para conversas e reflexões sobre o tema e preparou os estudantes para novas ações junto à comunidade.

Na sexta-feira, 18 de setembro, os alunos do 5º ano A, acompanhados pela professora Katiene Costa, pela ADI Marli Oliveira e pela equipe gestora, formada pela diretora Rosineide Luiz e pelo coordenador Gilson de Oliveira Carvalho, participaram de uma atividade especial fora do ambiente escolar.

A primeira apresentação aconteceu na Praça Major João Carlos. No local, os estudantes interpretaram a música “Raridade”, de Anderson Freire, despertando a atenção das pessoas que passavam pela região e pararam para prestigiar o momento preparado pelas crianças.

Em seguida, a turma esteve nas recepções do Hospital Regional Anexo II, onde levou mensagens de carinho, esperança e valorização da vida a profissionais, pacientes e familiares. Além da apresentação musical, as crianças entregaram pequenas lembranças, em um gesto de afeto e acolhimento.

Para a secretária municipal de Educação, Luciana Gattass Crepaldi, iniciativas como essa demonstram que a escola também exerce um papel fundamental na formação humana dos estudantes. “Educar também é ensinar a cuidar, respeitar, ouvir e perceber o outro. Quando nossas crianças vivenciam ações como essa, elas compreendem, na prática, valores que contribuem para a construção de uma sociedade mais humana, solidária e acolhedora”, destacou Luciana.

A assessora pedagógica Cristina Ribeiro ressaltou que a atividade ganha ainda mais significado por transformar o conteúdo trabalhado em sala de aula em uma experiência concreta de aprendizagem e convivência. “A ação pedagógica ultrapassa os muros da escola e permite que os estudantes sejam protagonistas do conhecimento. Eles não apenas refletem sobre empatia, respeito e valorização da vida, mas vivenciam esses valores e os compartilham com a comunidade”, afirmou Cristina.

Segundo a equipe escolar, a iniciativa teve como objetivo trabalhar valores essenciais para a formação integral dos estudantes, como empatia, solidariedade, respeito, escuta e cuidado com o outro.

A proposta também busca mostrar, desde a infância, que atitudes simples podem contribuir para tornar os ambientes mais acolhedores e fortalecer os vínculos entre as pessoas.

Para a Escola Municipal Duque de Caxias, abordar o tema de maneira responsável e dentro do contexto pedagógico é uma forma de incentivar as crianças a reconhecerem a importância do diálogo, da atenção aos sentimentos e do respeito ao próximo. “A ação integra a programação desenvolvida pela escola durante o mês de setembro amarelo” .

 

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