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Cáceres

Dois faccionados são presos em flagrante pela PM após tentativa de homicídio em residência

Publicado em

Cáceres

Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

Um faccionado foi preso e outro alvejado durante abordagem da Polícia Militar, na manhã desta quarta-feira, em Cáceres. A ação ocorreu após a dupla C.S R e L.A.M ter realizado disparos de arma de fogo contra moradores de uma residência no sitio Nossa Senhora Aparecida, bairro do Lobo.

Informações, de acordo com o comando da PM, são de que a tentativa de homicídio contra os moradores teria sido resultado de disputa de facções criminosas – Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) – que atuam no município.

Após os disparos contra os moradores, os criminosos tentaram fugir em alta velocidade, sendo acompanhados pelas equipes policiais. Durante o acompanhamento os suspeitos, segundo a polícia, perderam o controle da motocicleta e caíram ao solo.

Na abordagem, conforme registro policial, os suspeitos colocaram as mãos na região da cintura, indicando possível reação armada. Diante da iminente agressão, as equipes realizaram disparos de arma de fogo para cessar a ameaça.

Os suspeitos teriam corrido para uma área de mata, e, posteriormente abandonando a motocicleta utilizada na ação. Foi realizado cerco policial e, após verbalização, ambos se renderam.

Durante buscas no local, as equipes da PM localizaram uma pistola calibre 9mm carregada com nove munições intactas e um revólver calibre .38 contendo quatro munições, sendo duas deflagradas e duas intactas. Além da motocicleta Honda CG Titan vermelha, usada na tentativa de homicídio.

Em checagem ao sistema, foi constatado mandado de prisão preventiva em desfavor de um dos suspeitos. Um dos indivíduos foi encaminhado ao Hospital Regional sob escolta policial, enquanto o outro foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Civil de Cáceres para as providências cabíveis.

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Cáceres

Alunos da Escola Municipal Dom Máximo vivenciam saberes e sabores da cultura cacerense em aula de campo na casa da Dona Regina

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Estudantes dos 1º anos da Escola Municipal Dom Máximo Biennés participaram de uma aula de campo voltada ao conhecimento e à valorização da cultura local. A atividade levou as crianças até a casa de Dona Regina, conhecida pela produção tradicional do bolo de arroz, proporcionando um encontro entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e os saberes preservados pela comunidade.

A ação integra o Projeto Regiões do Brasil, desenvolvido pela escola. Dentro da proposta, as turmas dos primeiros anos estudam a Região Centro-Oeste, conhecendo suas características geográficas, culturais e tradições. Com a visita, esse aprendizado ganhou forma e sabor, aproximando os estudantes da história e da cultura presentes no próprio território onde vivem.

Participaram da atividade as turmas do 1º Ano A, da professora Marta Norberta; 1º Ano B, da professora Márcia Aparecida Destácio; 1º Ano C, da professora Nilma da Silva Oliveira; 1º Ano D, da professora Katiane Santana; e 1º Ano F, da professora Maria Luciana Rodrigues.

A diretora Ivoneide Assunção apoiou a realização da proposta e destacou a importância de proporcionar às crianças o contato direto com manifestações da cultura cacerense, que envolvem não apenas a culinária, mas também histórias familiares, memórias, modos de fazer e conhecimentos transmitidos entre gerações.

A experiência também está alinhada às ações de Educação Patrimonial desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino, que reconhecem o território e os saberes da comunidade como importantes fontes de aprendizagem. Nessa perspectiva, o patrimônio vai além de prédios, monumentos e objetos históricos, estando presente também nas práticas, narrativas, conhecimentos e tradições preservadas pelas pessoas.

Durante a visita, Dona Regina compartilhou com as crianças a história de sua relação com o bolo de arroz. Ela contou que aprendeu os primeiros ensinamentos sobre o preparo da iguaria com a mãe e a avó, recordando o tempo em que, ainda muito jovem, ajudava a triturar o arroz no pilão.

O próprio ambiente onde a tradição continua sendo mantida se transformou em espaço de aprendizagem. O forno a lenha, as grandes panelas e assadeiras, o preparo dos bolinhos e as histórias contadas por Dona Regina mostraram às crianças que uma receita pode guardar muito mais do que ingredientes e técnicas culinárias: pode carregar memórias, relações familiares, modos de viver e a identidade de uma comunidade.

Para o assessor pedagógico da escola, professor Adson Seba, a experiência mostra as possibilidades de aprendizagem existentes quando a escola se aproxima do território. “A escola não precisa olhar para longe para encontrar conhecimentos importantes. Quando as crianças conhecem pessoas como Dona Regina e compreendem o que existe por trás de uma tradição como o bolo de arroz, elas começam também a reconhecer o valor da cultura do lugar onde vivem.”

O assessor pedagógico professor Lucas Mateus Faria Silva, que acompanha as ações de Educação Patrimonial da Rede, acrescentou que iniciativas como essa ampliam a compreensão das crianças sobre o conceito de patrimônio. “Educação Patrimonial também é reconhecer os saberes das pessoas que fazem a história da nossa cidade. O bolo de arroz envolve memória, trabalho, identidade e transmissão de conhecimentos.”

A aula de campo ampliou os conteúdos trabalhados anteriormente em sala de aula e aproximou os estudantes da cultura regional. Conforme registrado pelas professoras, mais do que aprender como o bolo de arroz é preparado, as crianças puderam compreender que cada receita também carrega histórias, memórias, trabalho, identidade e tradição.

A secretária municipal de Educação, Luciana de Souza Gattass Crepaldi, ressaltou que propostas dessa natureza reforçam o compromisso da Rede Municipal com a valorização dos conhecimentos construídos e preservados pela própria comunidade. “Valorizar os saberes locais é também reconhecer a nossa história e fortalecer o sentimento de pertencimento das crianças. Quando a escola aproxima os estudantes das pessoas, das memórias e das tradições de Cáceres, ela mostra que a comunidade também educa e que esses conhecimentos fazem parte do patrimônio que queremos preservar para as próximas gerações”, finalizou Luciana.

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