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Cultura

Brasil celebra Dia Nacional do Reggae nesta segunda-feira

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O Brasil celebra neste dia 11 de maio o Dia Nacional do Reggae. A data, instituída por lei em 2012, coincide com o aniversário de falecimento do ícone Bob Marley.

Em Belém, o ritmo transcende a música e se torna um movimento de resistência social, especialmente nas comunidades periféricas, conforme afirma Cleide Roots, DJ paraense de reggae:

“Segunda-feira, dia 11, quanta honra, Dia Internacional do Reggae. Um ritmo que carrega uma grande história na consciência, resistência e de muita paz para o mundo inteiro. Para mim, que trabalho como DJ, é uma honra representar, como mulher, essa cultura através da música, levando boas vibrações e uma energia positiva, uma mensagem que une muitas pessoas.”

Identidade amazônica

A influência do ritmo jamaicano no Pará se consolidou com artistas locais e fortaleceu a identidade amazônica. A celebração oficial reforça o papel do reggae como um espaço de educação e cidadania, unindo gerações em torno de mensagens de paz e espiritualidade, conforme aponta a DJ paraense Cleide Roots:

“O reggae é um som, é um sentimento, é um respeito, é uma conexão positiva que fortalece uma grande cultura, que faz a música continuar viva em cada sessão, cada evento, cada coração. E o reggae não é simplesmente um som, ele é um sentimento, ele é um respeito. Ele nos fortalece muito e nos traz uma conexão muito positiva.”

Tributo a Bob Marley

Para marcar a data, Belém recebe o festival Tributo a Bob Marley, com palestras e documentários sobre a história do ritmo na região. O movimento também ganha destaque nacional com projetos como “Reggae Delas”, do Sesc São Paulo, que ressalta a força feminina no gênero.


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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