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R$ 63 milhões: operação revela rede de bunkers em garimpo na Sararé

Publicado em

Cáceres

Por Ana Julia Pereira/Primeira Página

Uma maneira de driblar a fiscalização nos garimpeiros ilegais na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda (MT), chamou a atenção das autoridades: a construção de bunkers subterrâneos para esconder equipamentos e garantir a retomada da extração de ouro após operações de fiscalização.

A tática, no entanto, passou a ser alvo direto da força-tarefa federal que atua na região. Ao todo, 23 bunkers foram localizados e destruídos. Os maiores tinham cerca de cinco metros de comprimento, enquanto os menores chegavam a dois metros, todos com 1,80 metro de altura.

Segundo técnicos envolvidos na operação, os esconderijos não possuíam ventilação nem qualquer tipo de comunicação, como internet ou rádio. Ainda assim, eram projetados para permanência prolongada, o que indica planejamento prévio por parte dos criminosos.

A presença de mantimentos e equipamentos reforça o uso estratégico dos bunkers como abrigo e base de apoio. Já o estado de deterioração de alguns itens sugere que os garimpeiros abandonaram os locais recentemente, após o avanço das fiscalizações.

Durante incursões no chamado Garimpo do Cururu, considerado o principal da região, os agentes encontraram um gerador de grande porte, avaliado em cerca de R$ 100 mil. O equipamento tinha capacidade para abastecer até 100 barracos ou operar de forma mista, atendendo dezenas de estruturas e equipamentos como freezers e guinchos usados na exploração de ouro.

Agentes da Força Nacional destruíram bunkers no garimpo do Sararé. - Foto: Casa Civil

Agentes da Força Nacional destruíram bunkers no garimpo do Sararé. – Foto: Casa Civil

 Prejuízo milionário

Em um mês de operação, o impacto financeiro sobre o garimpo ilegal já é significativo:

  • R$ 63 milhões em prejuízo estimado
  • Mais de 90 mil litros de diesel retirados
  • 190 geradores destruídos ou apreendidos
  • 441 motores de garimpo inutilizados
  • 971 quilos de explosivos apreendidos

As ações também têm provocado o abandono pacífico de áreas por garimpeiros que atuavam ilegalmente no território.

 Território indígena

A Terra Indígena Sararé pertence ao povo Nambikwara, que atualmente soma cerca de 201 indígenas. Segundo o governo federal, a operação de desintrusão não tem prazo para terminar e seguirá até que a segurança e o uso legítimo da área sejam plenamente restabelecidos.

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SEMA-MT reúne municípios em Cuiabá para fortalecer gestão ambiental e regularização de pequenas propriedades

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Assessroria

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.

O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.

Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres

Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.

“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.

Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar

Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.

Reconhecimento e Fortalecimento Regional

O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.

A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.

“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

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