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Semed fortalece ações com palestras voltadas ao combate à violência e orientação aos estudantes

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Durante todo o ano letivo, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Semed), por meio do projeto Guardiões e CEMTEC – Centro Municipal de Tecnologia e Robótica Educacional, intensificará as ações de combate à violência no ambiente educacional por meio de iniciativas que unem orientação, escuta e prevenção. A iniciativa integra as estratégias do projeto Guardiões, que atua em parceria com o Centro de Tecnologia, e aborda diversas temáticas.

Segundo a metodologia, as ações criam espaços de acolhimento para que crianças e adolescentes possam dialogar sobre questões do cotidiano. Entre os temas trabalhados estão o combate ao bullying e cyberbullying, conflitos familiares, prevenção às drogas, combate à exploração e ao abuso sexual infantil, violência de gênero, gestão das emoções, entre outros.

Como parte do cronograma, a Semed conta com o apoio do CEMTEC para o enfrentamento específico ao cyberbullying. As atividades são conduzidas pelo desenvolvedor de tecnologias educacionais Thiago Sauer Land e pela coordenadora de tecnologia e robótica, Emanuela Cordeiro de Souza. Durante as palestras, os alunos participam de um quiz interativo que avalia o comportamento nas redes sociais, estimulando a reflexão sobre o uso consciente da internet.

“O foco é desmistificar a ideia de que certas práticas virtuais são inofensivas. Nossa intenção foi esclarecer que tanto o bullying quanto o cyberbullying não são brincadeiras, e sim atitudes que podem se configurar como crime”, declara Emanuela.

O bullying é reconhecido pela Lei nº 13.185/2015 como uma forma de violência sistemática, marcada por atitudes repetitivas de agressão física ou psicológica, praticadas de forma intencional com o objetivo de intimidar, ferir ou constranger outra pessoa. Muitas vezes, essas ações acontecem sem um motivo claro, mas causam dor, sofrimento e colocam a vítima em uma posição de vulnerabilidade, evidenciando um desequilíbrio de poder na relação.

No ambiente digital, esse comportamento ganha uma nova dimensão por meio do chamado cyberbullying. Diferente das situações presenciais, a violência virtual pode se espalhar rapidamente, alcançando um número muito maior de pessoas em pouco tempo. Comentários ofensivos, mensagens agressivas, exposição indevida e conteúdos humilhantes passam a circular em redes sociais, grupos de mensagens e outros espaços online, ampliando ainda mais o impacto emocional sobre quem sofre esse tipo de ataque.

Mais do que um conflito isolado entre quem agride e quem é agredido, o cyberbullying envolve um contexto mais amplo. Há também aqueles que assistem, compartilham, incentivam ou se omitem diante das situações. Por isso, compreender esse fenômeno exige olhar para todo o ambiente em que ele acontece, reforçando a importância de ações educativas que promovam empatia, responsabilidade e respeito nas relações, dentro e fora da internet.

Sobre os Guardiões, o professor José Roberto explica que o projeto visa reduzir os índices de violência escolar, especialmente em regiões com maior vulnerabilidade social. “As crianças, por mais pequenas que sejam, vivenciam situações de violência na rua e em casa, e não deixam isso fora da escola — acabam trazendo essas experiências para dentro do ambiente escolar, onde muitas vezes reproduzem esses comportamentos. Ter esse suporte, com orientação especializada, ajuda muito a conduzir esses momentos com mais segurança e diálogo”, relatou.

Para a secretária de Educação, a proposta busca prevenir e transformar as relações. “As ações preventivas buscam fortalecer o diálogo, a convivência escolar e a construção de uma cultura de paz, consolidando a escola como um ambiente de orientação e transformação social”, finaliza a secretária de Educação Adriana Reichert.

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Capacitação reforça uso de biodigestores nas escolas e fortalece educação ambiental em Sorriso

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Gestores das unidades escolares da rede municipal participaram, na tarde desta quarta-feira (10), de uma capacitação voltada ao funcionamento e à utilização dos biodigestores instalados nas escolas. O encontro, realizado na Escola Municipal Prof.ª Ivete Lourdes Arenhardt, integra as ações do programa Cidade Inteligente, Humana e Sustentável e também faz parte das iniciativas desenvolvidas pelo Eco Sorriso, consolidando o Município como referência na adoção de tecnologias sustentáveis no ambiente escolar, na inovação, sustentabilidade e educação ambiental.

Ao todo, 18 escolas municipais contam com a tecnologia, que transforma resíduos orgânicos em biogás e biofertilizantes, contribuindo para a gestão adequada dos resíduos produzidos diariamente nas cozinhas escolares. Além de promover a reciclagem de matéria orgânica e reduzir custos com energia, o sistema também diminui o envio de lixo aos aterros sanitários e incentiva práticas mais sustentáveis dentro do ambiente escolar.

Segundo o coordenador do Eco Sorriso e diretor de Saneamento Básico, Diogo Martins, a formação teve como principal objetivo atualizar os gestores que já acompanham o funcionamento dos biodigestores e capacitar os novos diretores que assumiram recentemente algumas unidades, além de envolver a equipe de nutricionistas da Central de Alimentação Escolar (CAE), fortalecendo o trabalho conjunto para manter os sistemas em pleno funcionamento e reativar aqueles que eventualmente estejam inativos.

“Durante o encontro, foram abordados aspectos técnicos do funcionamento da tecnologia israelense implantada no município, seus benefícios ambientais e econômicos. Os biodigestores representam uma oportunidade de transformar a educação ambiental em uma experiência prática dentro das escolas. Estamos formando gestores e equipes para que essa tecnologia seja utilizada em todo o seu potencial, aliando inovação, energias renováveis, sustentabilidade e aprendizagem.

Após a capacitação, os participantes realizaram uma visita técnica ao biodigestor da Escola Municipal Prof.ª Ivete Lourdes Arenhardt, referência no funcionamento do sistema. A unidade produz biogás e biofertilizante utilizado na manutenção dos jardins e do paisagismo da própria escola, tornando-se um exemplo prático dos benefícios proporcionados pela iniciativa.

“O biodigestor já faz parte da nossa rotina e mostra, na prática, que sustentabilidade também se aprende fazendo. Além dos benefícios ambientais, ele desperta a curiosidade dos alunos e amplia as possibilidades de trabalhar temas relacionados à preservação do meio ambiente, responsabilidade social e cuidado com os recursos naturais. Sem dúvida, é uma ferramenta que agrega muito valor ao processo educativo”, declarou a diretora da escola, Edena Cristina.

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