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Cáceres consolida protagonismo científico ao sediar congresso nacional de cirurgia

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Às margens do Rio Paraguai, no auditório Maria Sophia Leite, o município de Cáceres reafirmou sua vocação para grandes eventos ao sediar a 3ª Jornada do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) e o 1º Congresso do CBC do Pantanal Mato-grossense. O encontro reuniu profissionais renomados da medicina cirúrgica, acadêmicos e especialistas de diversas regiões do país, fortalecendo o intercâmbio de conhecimento e a interiorização da ciência.

A realização do evento contou com o apoio institucional da Prefeitura de Cáceres, que tem investido na valorização do município como polo de conhecimento, saúde e turismo de eventos. A prefeita Eliene Liberato Dias destacou a importância da escolha da cidade para sediar um encontro de tamanha relevância.

“Receber um evento desse nível demonstra a força de Cáceres e a confiança das instituições em nosso potencial. Seguiremos trabalhando para atrair iniciativas que promovam desenvolvimento, conhecimento e oportunidades para nossa população”, afirmou a prefeita Eliene.

O vice-prefeito Luiz Landim, que ajudou na organização, também ressaltou o impacto positivo do congresso para o município.

“É um orgulho ver Cáceres sediando um evento dessa grandeza, que fortalece a saúde e projeta nossa cidade para todo o país”, enalteceu Landim.

Realizado nos dias 24 e 25 de abril, o congresso evidenciou a capacidade de Cáceres em receber eventos científicos de alto nível, consolidando-se como referência regional e ampliando seu protagonismo no cenário estadual e nacional.

O secretário municipal de Saúde, Cláudio Henrique Donatoni, agradeceu às profissionais que contribuíram diretamente na coordenação e planejamento do evento. “Quero registrar nosso reconhecimento às médicas cirurgiãs Dra. Dulcyane Ferreira de Oliveira, em trazer para o interior do estado um encontro como esse,   e a Dra. Stefânia Mota, pelo empenho e comprometimento na realização desse congresso. Elas tiveram papel fundamental na organização e na qualidade científica do simpósio. Esse resultado é fruto de dedicação e compromisso com a saúde e o conhecimento”, concluiu Donatoni.

Esdras Crepaldi/ DRT 940 MT

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Alunos da Escola Municipal Dom Máximo vivenciam saberes e sabores da cultura cacerense em aula de campo na casa da Dona Regina

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Estudantes dos 1º anos da Escola Municipal Dom Máximo Biennés participaram de uma aula de campo voltada ao conhecimento e à valorização da cultura local. A atividade levou as crianças até a casa de Dona Regina, conhecida pela produção tradicional do bolo de arroz, proporcionando um encontro entre os conteúdos trabalhados em sala de aula e os saberes preservados pela comunidade.

A ação integra o Projeto Regiões do Brasil, desenvolvido pela escola. Dentro da proposta, as turmas dos primeiros anos estudam a Região Centro-Oeste, conhecendo suas características geográficas, culturais e tradições. Com a visita, esse aprendizado ganhou forma e sabor, aproximando os estudantes da história e da cultura presentes no próprio território onde vivem.

Participaram da atividade as turmas do 1º Ano A, da professora Marta Norberta; 1º Ano B, da professora Márcia Aparecida Destácio; 1º Ano C, da professora Nilma da Silva Oliveira; 1º Ano D, da professora Katiane Santana; e 1º Ano F, da professora Maria Luciana Rodrigues.

A diretora Ivoneide Assunção apoiou a realização da proposta e destacou a importância de proporcionar às crianças o contato direto com manifestações da cultura cacerense, que envolvem não apenas a culinária, mas também histórias familiares, memórias, modos de fazer e conhecimentos transmitidos entre gerações.

A experiência também está alinhada às ações de Educação Patrimonial desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino, que reconhecem o território e os saberes da comunidade como importantes fontes de aprendizagem. Nessa perspectiva, o patrimônio vai além de prédios, monumentos e objetos históricos, estando presente também nas práticas, narrativas, conhecimentos e tradições preservadas pelas pessoas.

Durante a visita, Dona Regina compartilhou com as crianças a história de sua relação com o bolo de arroz. Ela contou que aprendeu os primeiros ensinamentos sobre o preparo da iguaria com a mãe e a avó, recordando o tempo em que, ainda muito jovem, ajudava a triturar o arroz no pilão.

O próprio ambiente onde a tradição continua sendo mantida se transformou em espaço de aprendizagem. O forno a lenha, as grandes panelas e assadeiras, o preparo dos bolinhos e as histórias contadas por Dona Regina mostraram às crianças que uma receita pode guardar muito mais do que ingredientes e técnicas culinárias: pode carregar memórias, relações familiares, modos de viver e a identidade de uma comunidade.

Para o assessor pedagógico da escola, professor Adson Seba, a experiência mostra as possibilidades de aprendizagem existentes quando a escola se aproxima do território. “A escola não precisa olhar para longe para encontrar conhecimentos importantes. Quando as crianças conhecem pessoas como Dona Regina e compreendem o que existe por trás de uma tradição como o bolo de arroz, elas começam também a reconhecer o valor da cultura do lugar onde vivem.”

O assessor pedagógico professor Lucas Mateus Faria Silva, que acompanha as ações de Educação Patrimonial da Rede, acrescentou que iniciativas como essa ampliam a compreensão das crianças sobre o conceito de patrimônio. “Educação Patrimonial também é reconhecer os saberes das pessoas que fazem a história da nossa cidade. O bolo de arroz envolve memória, trabalho, identidade e transmissão de conhecimentos.”

A aula de campo ampliou os conteúdos trabalhados anteriormente em sala de aula e aproximou os estudantes da cultura regional. Conforme registrado pelas professoras, mais do que aprender como o bolo de arroz é preparado, as crianças puderam compreender que cada receita também carrega histórias, memórias, trabalho, identidade e tradição.

A secretária municipal de Educação, Luciana de Souza Gattass Crepaldi, ressaltou que propostas dessa natureza reforçam o compromisso da Rede Municipal com a valorização dos conhecimentos construídos e preservados pela própria comunidade. “Valorizar os saberes locais é também reconhecer a nossa história e fortalecer o sentimento de pertencimento das crianças. Quando a escola aproxima os estudantes das pessoas, das memórias e das tradições de Cáceres, ela mostra que a comunidade também educa e que esses conhecimentos fazem parte do patrimônio que queremos preservar para as próximas gerações”, finalizou Luciana.

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