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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) julgou parcialmente procedente uma representação que apura supostas irregularidades em contratos e licitações da Prefeitura de Mirassol D’Oeste, envolvendo o prefeito Hector Alvares (União) e empresas do chamado Grupo Fassil. A decisão foi publicada no Diário do órgão nesta segunda-feira (27).
O processo também será encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), que poderá avaliar eventual prática de improbidade administrativa ou crime. “Determino à 4ª Secex que instaure Tomada de Contas Especial, com o objetivo de apurar sobre a suposta existência de superfaturamento no Contrato 105/2022 e em seu 1º Termo Aditivo, identificar os Responsáveis e quantificar eventual dano ao erário, tendo em vista que a metodologia do dano foi realizada pela própria Secretaria”, diz trecho.
A decisão afastou a acusação de fraude em licitações realizadas entre 2017 e 2020, em mandato anterior ao do atual gestor. Apesar da área técnica apontar indícios de “conluio” entre as empresas Faspel, Fassil e Francisco Informática, que pertencem ao mesmo grupo econômico, o conselheiro relator Guilherme Maluf entendeu que não houve provas suficientes de combinação de propostas ou manipulação de resultados.

(foto reprodução) – Segundo o julgamento, a simples participação recorrente da empresas de um mesmo grupo nos certames não caracteriza, por si só, fraude. “A mera coincidência societária ou a repetição de participações em certames não é, por si só, suficiente para caracterizar fraude à licitação. A caracterização da fraude exige a demonstração de condutas concretas que indiquem a intenção de restringir a competitividade ou manipular resultados, tais como ajuste prévio de propostas, desistência simulada, sobreposição de preços ou divisão artificial de objetos, o que não foi verificado nos autos”, ressaltou.
Por outro lado, foi mantida a irregularidade relacionada a possível superfaturamento em contrato firmado em 2022 para serviços de software de gestão pública. Auditoria do TCE apontou que os valores pagos ficaram, em média, 58,57% acima dos praticados no mercado, gerando um impacto estimado de R$ 605 mil aos cofres públicos.
Mesmo assim, o tribunal não determinou, neste momento, a devolução dos valores. Como o montante foi considerado preliminar e baseado em estimativas, os conselheiros decidiram instaurar uma Tomada de Contas Especial para aprofundar a apuração, confirmar a existência do dano e identificar os responsáveis.

(foto reprodução)
“Nessa hipótese, constato que o procedimento adequado é a instauração de Tomada de Contas Especial, a fim de aprofundar a análise, confirmar a materialidade do dano e individualizar as responsabilidades. Assim, considerando que o valor de R$ 605.094,01 decorre de estimativa preliminar e que não há, neste momento, prova conclusiva acerca da ocorrência e da extensão do dano, entendo não ser possível imputar débito aos Responsáveis, impondo-se a apuração específica em processo próprio”, determinou.
FONTE/CRÉDITOS: folhamax – foto reprodução
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Assessroria
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.
O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.
Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres
Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.
“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.
Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar
Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.
Reconhecimento e Fortalecimento Regional
O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.
A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.
“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
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