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Cultura

Janis Joplin é homenageada em exposição no Museu da Imagem e do Som-SP

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Ícone da contracultura hippie e dona de uma das maiores vozes do rock, Janis Joplin é homenageada em uma exposição que começou nesta quinta-feira no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. São mais de trezentos itens originais da cantora e compositora estadunidense, entre cartas, fotografias, figurinos e discos. 

Janis Joplin teria completado 83 anos em janeiro. Ela morreu em outubro de 1970, aos 27 anos, e se consagrou como uma das grandes vozes do rock, além de ter uma presença de palco eletrizante. 

Na mostra, o público pode ver fotos, livros e discos de músicos de blues que influenciaram a artista, além de cartas, desenhos criados por ela, acessórios e roupas  – objetos que estavam guardados desde a morte da cantora e são exibidos pela primeira vez.  O diretor-geral do MIS e curador da exposição, André Sturm, explicou a ideia de dividir a exposição por sentimentos. Para ele as emoções eram intensas, por isso escolheu este lado mais potente: o amor, a felicidade, a tristeza, a liberdade…

A intensidade da voz rasgada pode ser ouvida em trechos de músicas disponíveis na mostra e também no vídeo exibido em uma tela enorme  com um trecho da apresentação no Festival de Monterey Pop em 67, um ponto de virada na carreira de Janis Joplin. 

Uma das salas é dedicada à vinda de Janis ao Brasil: em fevereiro de 1970, meses antes de morrer, ela desembarcou no Rio de Janeiro, em pleno carnaval, conheceu Alcione e Serguei, deu canjas em boates e foi fotografada nas praias cariocas. 

Chris Flannery foi consultor da exposição, e fez a ponte entre o museu e a família da cantora. Ele conta que a mostra traz a essência do estilo boho-chic de Janis e vai além

“Eu acho que nos manuscritos, nos desenhos dela, você vai ver um lado dela que as pessoas não conheciam: ela era uma artista. Então tem um espaço com a arte dela aqui. Então agora você tem a chance de começar a entender quem foi essa mulher. E tem muitos detalhes, muitas coisas da história dela e foi feito um ótimo trabalho de capturar a essência de quem ela foi como musicista”.


Foto da Expo Janis Joplin

Entre os anos de 1966 e 1970, Janis Joplin gravou quatro discos: dois como vocalista da banda Big Brother and the Holding Company e dois em carreira solo. O último deles, “Pearl”, foi lançado em janeiro de 1971, três meses depois da morte da cantora.

Janis Joplin foi livre à sua própria maneira e, além da importância na música, também representou um símbolo de liberdade para as mulheres ao não se encaixar em papéis sociais estabelecidos. 

A exposição “Janis” fica em cartaz no MIS até o mês de julho, e os ingressos podem ser comprados no site do museu. Às terças-feiras, a entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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