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Saúde

Pequenos produtores de VG participam de curso para elevar produtividade e renda

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Entre os dias 6 e 10 de abril, pequenos produtores da comunidade rural Dorcelina Folador participaram do Curso de Operação de Implementos Tratorizados – Preparo e Correção do Solo, uma iniciativa voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e ao aumento da produtividade no campo.

A capacitação é a segunda realizada neste ano com foco na mecanização agrícola. Em fevereiro, os produtores já haviam participado do curso de Operação e Regulagem de Tratores Agrícolas, dando início a um ciclo de qualificação técnica que busca ampliar o uso correto de máquinas e implementos no manejo do solo.

Promovido por meio de parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (Semmadrs) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), o curso abordou técnicas de preparo do solo, correção de acidez e uso adequado de implementos, contribuindo para práticas mais eficientes e sustentáveis na produção rural.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, a iniciativa tem impacto direto na realidade dos pequenos produtores. “Nosso objetivo é levar conhecimento técnico para dentro das comunidades rurais, garantindo que o produtor saiba utilizar corretamente os equipamentos e, com isso, aumente sua produtividade de forma sustentável”, destacou.

O coordenador de Desenvolvimento Rural, Leandro Luiz da Silva, reforçou a importância da continuidade das capacitações. “Esse é um trabalho que não para. Começamos com a operação de tratores e agora avançamos para o uso de implementos. Isso dá mais autonomia ao produtor e melhora a qualidade do preparo do solo, refletindo diretamente na produção”, afirmou.

Ricardo amorim acrescenta que a ação integra uma estratégia da gestão municipal de incentivo à agricultura familiar, “Primeiro nós conseguimos os tratores, máquinas para o pequeno produtor, também buscamos parceria com a Empaer para ter um escritório local para dar assistência técnica, agora estamos promovendo qualificação profissional e acesso a tecnologias que contribuem para o desenvolvimento do setor agropecuário local”, concluiu o secretário.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Saúde

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

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Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde. 

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde,  Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

Fonte: EBC Saúde

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