Saúde
Produtores rurais de Várzea Grande recebem insumos e suporte para ampliar produção e renda
Saúde
A agricultura familiar de Várzea Grande tem ganhado reforço com ações voltadas ao fornecimento de insumos e assistência técnica no campo. A iniciativa busca garantir melhores condições de produção, aumentar a produtividade e assegurar mais rentabilidade aos pequenos produtores.
Nesta semana, a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) realizou o transporte de cinza de palha de arroz para o preparo de covas destinadas ao plantio de melão amarelo. A ação beneficiou o produtor Francisco Villas Boas, na região da Saída III. O insumo é utilizado na melhoria do solo, favorecendo o desenvolvimento da cultura e contribuindo para uma produção mais eficiente.
Além disso, outro atendimento foi realizado na comunidade Sadia I, onde o produtor Rômulo Everson recebeu calcário dolomítico. O material será aplicado na correção da acidez do solo, etapa fundamental para o fortalecimento das pastagens e capineiras, base da atividade pecuária.
Segundo o coordenador de Desenvolvimento Rural, Leandro Luiz da Silva, o trabalho desenvolvido vai além da logística de transporte. A proposta, conforme explicou, é oferecer suporte completo ao produtor, desde o preparo do solo até o acompanhamento da produção, garantindo mais eficiência e melhores resultados no campo.
A assistência técnica também é apontada como peça-chave nesse processo. De acordo com o extensionista da Empaer, Edson Benedito da Silva, a orientação adequada, aliada ao uso correto dos insumos, contribui para práticas mais sustentáveis e produtivas.
O secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, destacou que as ações integram uma estratégia contínua de fortalecimento da agricultura familiar. A meta, segundo ele, é ampliar a produção, gerar renda e impulsionar o desenvolvimento econômico no meio rural.
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Saúde
SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele
Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.
Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).
O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.
A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde.
“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.
O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.
“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Geraldo Pimenta Junior.
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