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TI SARARÉ: Atividades de garimpo já degradaram mais de 4 mil campos de futebol

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou que cerca de 4.200 hectares já foram impactados pela atividade de garimpo, que gera degradação ambiental, na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. A área é equivalente a mais de quatro mil campos de futebol. Uma operação de desintrusão na região foi lançada no último dia 25 de março e ainda está em andamento.

A ação do Governo Federal tem o objetivo de retirar garimpeiros ilegais e desmantelar estruturas utilizadas na exploração clandestina de ouro no território. A ação é conduzida de forma integrada por diversas instituições federais e busca devolver a posse da terra ao povo indígena Nambikwara, além de conter os impactos ambientais e sociais causados pela atividade ilegal.

A operação reúne instituições como o Ibama, o Ministério dos Povos Indígenas, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Ministério da Defesa, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Advocacia-Geral da União (AGU), a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional, a Casa Civil e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

Nos dois primeiros dias de incursões, 51 pessoas foram presas. Por razões operacionais, detalhes sobre efetivo e duração da ação não serão divulgados.

Atividades de garimpo já degradaram mais de 4 mil campos de futebol na TI Sararé

(foto reprodução) – Com cerca de 67 mil hectares, a Terra Indígena Sararé abriga o povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias, tem enfrentado crescente pressão do garimpo ilegal nos últimos anos. Atualmente, cerca de 4.200 hectares já foram impactados pela atividade, que provoca desmatamento, contaminação de cursos d’água e degradação ambiental.

Nesse cenário, o Ibama atua de forma contínua desde 2023 no combate ao garimpo ilegal na região, com ações estruturadas de fiscalização e repressão. Ao longo desse período, o Instituto realizou mais de 420 operações, resultando na desativação de aproximadamente mil acampamentos ilegais e na apreensão e inutilização de 513 escavadeiras hidráulicas utilizadas na atividade.

Somente na fase mais recente da Operação Xapiri-Sararé, conduzida pelo Grupo Especializado de Fiscalização Ambiental (GEF) com apoio da Polícia Civil de Goiás, foram apreendidas e inutilizadas 32 escavadeiras e destruídos caminhões, tratores e grandes volumes de combustível utilizados no garimpo.

No acumulado das ações, o Ibama também apreendeu e destruiu mais de 850 motores geradores, cerca de 150 mil litros de combustível, 85 veículos, além de mercúrio, ouro extraído ilegalmente, equipamentos de comunicação e armas de fogo. O prejuízo estimado às organizações criminosas ultrapassa R$ 700 milhões.

A estratégia adotada tem como foco a descapitalização e a desestruturação logística das atividades ilegais, com resultados já observados no território. Em 2025, houve redução de 24,2% na área impactada pelo garimpo em relação ao ano anterior, indicando a efetividade das ações de fiscalização e repressão.

Apesar desses avanços, a região continua sob forte pressão de grupos que atuam de forma ilegal e estruturada, com logística sofisticada e presença armada. A atividade representa um grave problema ambiental, social e de segurança pública, afetando diretamente as comunidades indígenas, que dependem dos recursos naturais para sua subsistência.

A desintrusão em curso integra esse esforço contínuo do Estado brasileiro, combinando operações de retirada de invasores com ações permanentes de fiscalização, para impedir a reocupação ilegal, proteger a biodiversidade e garantir a integridade do território indígena.

 

Por: OLHAR DIRETO

 

 

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Assessroria

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.

O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.

Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres

Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.

“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.

Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar

Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).

“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.

Reconhecimento e Fortalecimento Regional

O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.

A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.

“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

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