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Paixão de Cristo de Nova Jerusalém segue com apresentações até domingo

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A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém segue com apresentações até este domingo de Páscoa, na cidade teatro que fica em Brejo da Madre de Deus, distante pouco menos de 200 quilômetros do Recife. São 57 anos de história e tradição, uma trajetória que já atraiu quase 4 milhões de pessoas e que este ano homenageia o legado do seu idealizador, Plínio Pacheco.

O enredo é conhecido de todos, mas a forma de contar a história se renova com efeitos especiais inéditos que aumentam a emoção de quem assiste. E uma das grandes novidades desta temporada acontece na cena mais aguardada pelo público, o momento em que Jesus sobe aos céus. Quem destaca os detalhes dessa inovação é o coordenador geral do espetáculo, Robson Pacheco:

“A cena da Ascensão, que está encantando a todos que já vieram e que estão vindo à Paixão de Cristo… o Jesus subindo aos céus e desaparecendo entre as nuvens… e está dando, assim, muita emoção ao espetáculo, e as pessoas estão extasiadas pela beleza cênica”, conta.

E para dar vida a tudo isso, a estrutura é de impressionar: são nove palcos monumentais e um elenco de 450 pessoas, entre atores e figurantes. No meio dessa multidão, o público encontra rostos conhecidos.

*Com trabalhos técnicos de Guilherme Ribeiro


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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