Sorriso
Sorriso inicia nesta quinta-feira, dia 02, a imunização contra a gripe
Sorriso
PSFs Central e São Domingos atenderão no sábado, dia 04, com a oferta da vacina para grupos prioritários
Sorriso recebeu ontem à noite, 31 de março, 3.730 doses do imunizante contra a gripe. E as doses recebidas já tem destino certo: o braço da população, para isso, neste sábado de Páscoa, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Central em frente à Escola Ivete e São Domingos estarão abertas 13 às 17 horas para ofertar o imunizante aos grupos prioritários. O quantitativo de doses recebido por Sorriso equivale a 12% do total que deve ser aplicado no Município, estipulado pelo Ministério da Saúde (MS) em 31.514 cidadãos.
De acordo com a meta estabelecida pelo MS, dos 31.514 cidadãos que integram o público-alvo, 12.311 são crianças de 6 meses a 6 anos; 10.160 são idosos; há ainda 1.588 gestantes e 261 puérperas. Na lista também constam 60 indígenas; 2.020 trabalhadores da saúde; 259 indivíduos privados de liberdade; 44 funcionários do sistema de privação de liberdade; 1.924 pacientes com comorbidades; 931 professores e 1.956 pessoas portadoras de deficiência permanente.
Para a imunização deste sábado, basta procurar um dos dois PSFs – Central ou São Domingos – munido de cartão de vacinas, cartão SUS e o CPF. Caso não tenha o cartão de vacinas, leve somente os demais documentos que um novo cartão será confeccionado na hora.
Nesta quinta-feira
Se você é grupo prioritário e quer adiantar a dose, basta procurar qualquer uma das salas de vacina do Município a partir de amanhã, dia 02 de abril. Mas lembrando, nesse momento a vacina da gripe é direcionada aos grupos prioritários.
Responsável pela Sala de Vacinas, Kátia Dal Prá, pontua que diante do quadro de alta demanda na rede pública por atendimento de pacientes com sintomas respiratórios, a equipe optou por organizar a entrega das doses e abrir duas unidades neste sábado, dia 04. “Nós precisamos reverter esse quadro; pedimos que familiares principalmente de crianças, gestantes e idosos que integram o público-alvo mais frágil, procurem as salas de vacina para a imunização”, alerta.
Para Kátia, a campanha de vacinação é a principal medida de prevenção contra o vírus. “Estamos no fim do período chuvoso e nesse cenário os casos de gripe são comuns; nossa meta com a vacinação é contribuir com a redução de casos e garantir a proteção contra a doença”, explica. A enfermeira lembra que com um grande número de pessoas vacinadas em um curto período de tempo, será possível interromper a cadeia de transmissão da influenza, evitando, além da doença, internações e agravamentos dos quadros.
A vacina protege contra que cepas?
Vale destacar que a vacina contra a gripe deve ser tomada anualmente devido à constante mutação do vírus. O imunizante protege contra três cepas (H1N1, H3N2 e B) e pode ser aplicado concomitante a outras vacinas. No entanto, a aplicação é contraindicado para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia grave após doses anteriores.
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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