Saúde
Prefeitura de Várzea Grande reforça combate ao assédio no transporte coletivo com capacitação e ações integradas
Saúde
Objetivo é levar informação, orientar os profissionais e fortalecer uma rede de proteção dentro dos ônibus, especialmente, para resguardar meninas e mulheres
A Prefeitura de Várzea Grande marcou presença em um importante treinamento voltado ao enfrentamento do assédio sexual no transporte público, reforçando o compromisso do município com a segurança e o bem-estar dos usuários, especialmente das mulheres, nesta terça-feira (31), no Sest Senat, em Cuiabá.
A capacitação, promovida pela Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos (MTU), reuniu profissionais que atuam diretamente no sistema de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande, com o objetivo de preparar motoristas, monitores e colaboradores para identificar, prevenir e agir diante de situações de assédio e importunação sexual.
Representando a Administração Municipal, a equipe da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos, operadores do sistema e entidades parceiras no enfrentamento à violência.
O coordenador de Mobilidade Urbana, Cidomar Arruda, ressaltou que a participação do Município vai além do treinamento e faz parte de uma estratégia contínua de conscientização e prevenção.
“Estamos aqui representando a Prefeitura de Várzea Grande, ao lado da prefeita Flávia Moretti, reforçando a importância dessa campanha junto aos operadores do transporte coletivo. Nosso objetivo é levar informação, orientar os profissionais e fortalecer uma rede de proteção dentro dos ônibus. É um trabalho que envolve conscientização, mas também ações práticas para garantir mais segurança, especialmente às mulheres que utilizam o transporte público diariamente”, afirmou.
Cidomar também destacou que a Secretaria irá intensificar as ações ao longo dos próximos meses. “Durante abril e maio, vamos ampliar essa campanha com divulgação de canais de denúncia, reforço na comunicação visual e acompanhamento das medidas de segurança. Além disso, estamos avançando na implantação de câmeras de vigilância nos ônibus, com a meta de atingir 100% da frota monitorada”, completou.
O secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Gerson Scarton, enfatizou que o enfrentamento ao assédio exige compromisso coletivo e ações permanentes.
“O combate ao assédio sexual no transporte público é uma prioridade. Não podemos naturalizar esse tipo de violência. A capacitação dos profissionais é fundamental para que saibam como agir, acolher as vítimas e contribuir para um ambiente mais seguro. Estamos trabalhando de forma integrada com Cuiabá, órgãos reguladores e entidades do setor para garantir mais respeito, segurança e qualidade no atendimento à população”, destacou.
Além das ações educativas, a Prefeitura de Várzea Grande vem investindo em melhorias estruturais no sistema de transporte, como a revitalização de pontos de ônibus e o reforço da iluminação pública, especialmente em locais de maior circulação.
As iniciativas fazem parte de um esforço conjunto entre os municípios de Várzea Grande e Cuiabá, além de instituições como a Agência Reguladora, o IMT e sindicatos do setor, consolidando uma atuação integrada no combate ao assédio sexual no transporte coletivo.
A programação do treinamento também contou com orientações práticas sobre como identificar e conduzir casos de violência, além de abordar a conscientização sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes, ampliando o alcance das ações de proteção dentro do sistema.
Atualmente, o transporte coletivo que atende Cuiabá e Várzea Grande envolve cerca de 899 motoristas e mais de 120 profissionais entre monitores e promotores, o que reforça a importância da qualificação contínua para garantir um atendimento mais seguro, humanizado e eficiente.
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Saúde
Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios
Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.
Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.
A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.
Oferta e demanda
Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa.
São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.
Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.
Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.
Autorização familiar
Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.
Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.
É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão.
“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.
No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.
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