Cultura
Centro cultural forma jovens artistas em João Pessoa
Cultura
Localizado no bairro do Baixo Roger, em João Pessoa, o Centro Cultural Piollim atende cerca de 50 jovens. Mas ao longo de sua história, mais de dois mil alunos já passaram pela instituição. Josemberg Pereira foi aluno do Centro Cultural Piollim e hoje é educador do espaço. Ele reforça que as atividades realizadas no centro buscam desenvolver a integração social de crianças e jovens por meio da arte e cultura, sendo um espaço onde os alunos aprendem a lidar com conflitos, desenvolver autoestima e construir novas perspectivas de futuro. 

“O Piollim não tem o foco principal em formar artistas, mas naturalmente sai profissionais desse lugar. Esse papel é fundamental. Transformar a vida, transformar pessoas que têm uma formação acadêmica, que consiga construir uma vida profissional e pessoal de forma coerente com as diretrizes de modo geral que a vida nos impõe, e que nos são colocadas para a poder avançar cada vez mais em nosso caminho que a gente consegue trilhar”.
Além das atividades educativas, o Centro Cultural Piollim também é um importante polo de difusão cultural, promovendo espetáculos, festivais e intercâmbios com grupos de diversas regiões do país. O Piolim funciona hoje através de recursos de editais de fomento à cultura, parcerias e também da doação de apoiadores.
*Com os trabalhos técnicos de Ivison Lira.
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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