Polícia
Polícia Civil participou da 1ª edição da Operação Redecarga de abrangência nacional
Polícia
A Polícia Civil de Mato Grosso participou da primeira edição da Operação Redecarga, de abrangência nacional, para cumprimento de mandados no estado visando desarticular esquema de roubo de cargas atuante em todo o país.
De 16 a 20 março, a Operação Redecarga coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Cargas, ocorreu de forma simultânea em 16 estados causando grande prejuízo ao crime organizado.
Em Mato Grosso, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) cumpriu sete mandados de prisão, 11 mandados de busca e apreensão, 11 bloqueios em contas bancárias, além de 13 veículos apreendidos avaliados em R$ 627 mil, e 32 toneladas de carne recuperadas no valor estimado de R$ 930 mil.
Investigação
Os policiais civis descobriram estruturas logísticas usadas para armazenar, distribuir e comercializar as cargas no mercado ilegal, bem como identificaram integrantes de grupos criminosos envolvidos no planejamento, na execução e na distribuição das cargas roubadas.
Nas ações foram recuperadas cargas de alto valor comercial, como alimentos, eletrônicos, bebidas, medicamentos e insumos industriais. Também foram apreendidos veículos utilizados no transporte das mercadorias, além de equipamentos documentos que devem auxiliar no avanço das investigações.
De acordo com o delegado da GCCO, Mário Roberto de Souza Santiago, o resultado da operação demonstrou a importância da cooperação entre os entes federativos no enfrentamento ao crime organizado.
“A atuação integrada entre os estados e o Governo Federal é fundamental para enfrentar organizações criminosas que operam de forma interestadual. A Redecarga tem ampliado o compartilhamento de informações e permitido a realização de operações conjuntas, fortalecendo a capacidade de resposta das forças de segurança e produzindo resultados concretos no combate ao roubo e furto de cargas”, destacou o delegado.
Dinâmica da operação
A Operação Redecarga mobiliza equipes especializadas das Polícias Civis, que atuam de forma coordenada em rodovias, centros logísticos, transportadoras, galpões e estabelecimentos comerciais suspeitos de vender mercadorias de origem ilícita.
Durante as ações, são realizadas abordagens, fiscalizações e diligências investigativas em pontos considerados estratégicos para o funcionamento das organizações criminosas.
As equipes também concentram esforços na identificação de locais utilizados para armazenamento, receptação e distribuição de cargas roubadas ou furtadas, além de rastrear rotas usadas para o escoamento desses produtos no mercado paralelo.
As investigações apontam que os grupos atuam de forma estruturada, com redes de receptação e distribuição que envolvem empresas de fachada, depósitos clandestinos e estabelecimentos comerciais que revendem as mercadorias a preços abaixo do mercado.
A operação reforça a importância da integração entre os órgãos de segurança pública e do compartilhamento de informações de inteligência promovidos no âmbito da Rede Nacional de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Cargas.
A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre os estados, ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança e desarticular organizações criminosas responsáveis por prejuízos significativos ao setor produtivo e à economia nacional.
Redecarga
A ação é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Redecarga – Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento ao Roubo e Furto de Cargas.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Polícia Civil cumpre 74 ordens judiciais e desarticula grupo especializado em arrombar e furtar caixas eletrônicos
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (5.11), a Operação Círculo Vicioso para desarticular um grupo criminoso interestadual especializado em arrombar e furtar caixas eletrônicos.
A operação cumpre 74 medidas judiciais, sendo 10 mandados de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão domiciliar, 18 autorizações para acesso a dados de dispositivos eletrônicos, 15 quebras de sigilo bancários e 13 ordens de bloqueio de ativos financeiros no valor de aproximadamente R$ 240 mil. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Cuiabá.
As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), identificaram uma estrutura criminosa com atuação em diferentes estados e responsável por uma série de furtos a caixas eletrônicos instalados em estabelecimentos comerciais e instituições financeiras de Cuiabá e Várzea Grande.
Os mandados são cumpridos em Cuiabá e Rondonópolis, em Mato Grosso, e nas cidades de Joinville (SC) e São Luís (MA). O cumprimento das ordens judiciais conta com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina, da Polícia Civil do Maranhão e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Arrombamento de caixas eletrônicos
As investigações tiveram início a partir de um furto ocorrido na madrugada de 21 de janeiro de 2026, em um caixa eletrônico instalado no interior de um supermercado, no bairro Praia Grande, em Várzea Grande.
Na ação criminosa, os suspeitos utilizaram uma lança térmica, uma ferramenta industrial usada para cortar materiais resistentes, para romper o cofre do equipamento. Mesmo com o acionamento do sistema de segurança, que libera tinta sobre as cédulas para inutilizá-las, os criminosos conseguiram subtrair R$ 105 mil.
Durante a apuração dos fatos, a equipe da GCCO/Draco identificou que o crime fazia parte de uma sequência de ataques com características semelhantes. Ao todo, foram identificados seis furtos praticados entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026 em caixas eletrônicos de Cuiabá e Várzea Grande.
As ações tinham como características o arrombamento de paredes, a utilização de lonas para esconder a luminosidade produzida pela lança térmica e o corte dos cofres dos equipamentos.
Núcleos e lavagem de dinheiro
Conforme apurado, o grupo criminoso possuía núcleos responsáveis pela execução dos furtos, pela lavagem das cédulas sujas de tinta, pela utilização de equipamentos tecnológicos e pelo recebimento dos recursos ilícitos.
Após os ataques, os integrantes responsáveis pela lavagem realizavam procedimentos para retirar fisicamente a tinta de segurança das cédulas, utilizando produtos químicos e outros materiais. Em seguida, o dinheiro era depositado de maneira fracionada em diferentes agências bancárias, estratégia conhecida como smurfing, para dificultar a identificação da origem criminosa dos valores.
O dinheiro obtido nos furtos era distribuído entre diferentes integrantes e terceiros, que recebiam os depósitos em suas contas bancárias. A análise de imagens dos circuitos de segurança das instituições financeiras e outros elementos de investigação permitiram identificar a participação dos suspeitos em diferentes etapas do esquema criminoso.
Atuação interestadual
A investigação apontou que o grupo criminoso possuía integrantes residentes em outros estados, especialmente em Santa Catarina, que se deslocavam para Mato Grosso para executar os ataques. Os elementos reunidos também indicaram conexões dos investigados com práticas criminosas anteriores nos estados do Rio de Janeiro e de Alagoas.
As medidas judiciais autorizadas abrangem endereços em Mato Grosso e em Joinville, além de providências destinadas a interromper a movimentação dos recursos financeiros provenientes das atividades ilícitas.
A decisão judicial também autorizou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados até o limite global de R$ 239.980,52, valor correspondente aos prejuízos quantificados nos autos em quatro dos furtos investigados, com possibilidade de reavaliação após o aprofundamento das análises financeiras.
Nome da operação
O nome Operação Círculo Vicioso faz referência ao ciclo criminoso identificado durante as investigações, no qual os integrantes da organização praticavam furtos a caixas eletrônicos, retiravam os valores dos equipamentos e, em seguida, utilizavam estratégias para ocultar a origem ilícita do dinheiro e reinseri-lo no sistema financeiro.
A expressão também representa a dinâmica de repetição das atividades criminosas, que envolvia diferentes núcleos, mantendo em funcionamento uma estrutura organizada e contínua de obtenção de vantagens ilícitas.
Renorcrim
A operação faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e do Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência e combate duradouro à criminalidade.
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