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Guarda Municipal age com rapidez e apreende adolescente que matou o tio

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Na manhã deste sábado (21), uma ação rápida e eficiente da Guarda Municipal de Várzea Grande resultou na apreensão de um adolescente de 15 anos suspeito de cometer um homicídio no bairro Ipase.

De acordo com informações, a guarnição foi acionada para atender a ocorrência em uma residência da região, onde um homem de 45 anos havia sido atingido por golpes de faca. Familiares e vizinhos prestaram socorro imediato à vítima, encaminhando-a ao Pronto-Socorro de Várzea Grande. No entanto, ele já chegou à unidade sem sinais vitais.

Assim que chegaram ao local, os GM’s iniciaram diligências pela região e, em um curto espaço de tempo, conseguiram identificar e localizar o suspeito. Ao perceber a aproximação da viatura, o adolescente tentou fugir, correndo para dentro de um estabelecimento comercial após descartar a faca utilizada no crime, jogando-a no chão.

A guarnição realizou o acompanhamento e conseguiu abordar o jovem dentro do estabelecimento, efetuando sua detenção. Ele foi encaminhado à delegacia para as providências legais cabcabíveis.

Segundo relatos preliminares, após o crime, o adolescente ainda teria lavado a faca utilizada na pia da residência antes de deixar o local, evidenciando frieza na conduta. Durante a abordagem, ele apresentou falas desconexas, alegando que o ato teria sido motivado por desavenças familiares, afirmando que o tio frequentemente discutia com sua mãe, versão contestada por outros familiares.

O adolescente residia na casa da vítima, que detinha sua guarda. Familiares ainda tentam compreender as circunstâncias e motivações que levaram ao crime.

A ocorrência reforça a importância da atuação ostensiva e da pronta resposta da Guarda Municipal, que, mais uma vez ao agir com rapidez na localização e apreensão do suspeito.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Saiba como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios

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Mais de 32 mil brasileiros já utilizaram cartórios de notas para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos, desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024.

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.

Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.

A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.

Oferta e demanda

Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa. 

São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.

Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.

Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

Autorização familiar

Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.

Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.

É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão. 

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.

No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.

 

Fonte: EBC Saúde

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