Saúde
Várzea Grande realiza “Mulheres em Movimento” com foco em direitos, proteção e valorização feminina
Saúde
A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, promoveu, na tarde desta sexta-feira (13), o evento “Mulheres em Movimento – Cultura, Direitos e Proteção”, realizado no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
A ação reuniu mulheres atendidas pela rede socioassistencial do município e servidoras marcando as atividades alusivas ao mês dedicado às mulheres, com foco na valorização feminina, fortalecimento de vínculos e orientação sobre direitos.
A programação começou com a recepção e credenciamento das participantes, seguida da abertura oficial, que destacou a importância de ampliar espaços de acolhimento, informação e fortalecimento das mulheres dentro das políticas públicas municipais. Durante o evento, também foram apresentados os trabalhos desenvolvidos pelo projeto Viver Melhor, ligado ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, além de um momento cultural com homenagem poética às mulheres presentes.
Um dos destaques da programação foi a palestra ministrada pela comandante da Polícia Militar de Mato Grosso, Raissa Helena, que abordou os direitos das mulheres, a importância da rede de proteção e os principais canais de denúncia disponíveis para casos de violência. A palestra também abriu espaço para perguntas e orientações, aproximando as participantes dos serviços de segurança e proteção.
O evento contou ainda com um momento simbólico de valorização, com desfile das participantes, iniciativa voltada ao fortalecimento da autoestima e do protagonismo feminino. A programação incluiu também sorteio de brindes e um momento de confraternização, encerrando as atividades com integração entre as participantes e equipes da assistência social.
A secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito, destacou que a iniciativa reforça o compromisso do município em garantir acolhimento e orientação às mulheres.
“Este é um momento de fortalecimento, de escuta e de valorização das mulheres que fazem parte da nossa comunidade. A assistência social trabalha diariamente para garantir proteção, informação e acesso a direitos, e eventos como este ajudam a aproximar essas mulheres da rede de apoio existente no município”, afirmou.
A prefeita de Flávia Moretti ressaltou que a programação integra as ações da gestão voltadas à promoção da dignidade e do protagonismo feminino.
“Quando promovemos espaços como este, estamos reafirmando que as mulheres precisam ser ouvidas, acolhidas e valorizadas. O poder público tem o dever de fortalecer políticas que garantam proteção, autonomia e oportunidades. Este evento simboliza exatamente isso: união, informação e respeito às mulheres de Várzea Grande”, declarou.
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Saúde
Caminhadas buscam conscientizar população sobre lipedema
Uma em cada 10 mulheres no Brasil sofre com um acúmulo excessivo de gordura nas extremidades do corpo, resultando em um aumento desproporcional do tecido adiposo sobretudo nos braços e nas pernas. O quadro, comumente confundido com celulite, é chamado lipedema e incomoda além da estética, já que pode causar dores, inchaço, sensibilidade e limitações físicas.

Neste domingo (2), pacientes, familiares e profissionais de saúde participam de caminhadas agendadas em um total de 26 cidades no Brasil e no exterior com o objetivo de ampliar a conscientização e o diagnóstico precoce da condição.
Em entrevista à Agência Brasil, a cirurgiã vascular, angiologista e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular Tatiana Losada detalhou que o lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, caracterizada pelo acúmulo exagerado de gordura, principalmente nas pernas, nos quadris e, em alguns casos, nos braços.
“Acomete quase exclusivamente mulheres e pode provocar dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso, inchaço e facilidade para desenvolver hematomas”, disse, ao citar que a celulite, por sua vez, é uma alteração estética da superfície da pele, responsável pelo aspecto de casca de laranja e que, em geral, não provoca dor importante ou aumento desproporcional dos membros.
De acordo com a médica, no caso do lipedema, além das irregularidades na pele, costuma existir aumento simétrico e excessivo das pernas ou dos braços, dor ou sensibilidade ao toque, peso nas pernas, inchaço e hematomas frequentes. “É comum também haver preservação dos pés e das mãos, formando uma espécie de garrote na região dos tornozelos ou punhos”.
Tatiana destacou ainda que, apesar das diferenças entre ambas as condições, somente uma avaliação médica pode confirmar o diagnóstico.
“O diagnóstico é predominantemente clínico, realizado por meio da história da paciente e do exame físico. Não existe, atualmente, um exame laboratorial ou de imagem que confirme o lipedema. Exames como doppler podem ser solicitados para avaliar a circulação e afastar outras condições.”
Apesar de ser considerado uma condição crônica, o lipedema, segundo ela, pode ser tratado e controlado. O tratamento, individualizado, pode envolver alimentação equilibrada, controle do peso, exercícios físicos, sobretudo fortalecimento muscular, fisioterapia, terapia compressiva e acompanhamento multiprofissional.
“Em pacientes selecionadas, pode ser realizada cirurgia. O objetivo é reduzir dor e inchaço, preservar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida”, explicou.
As causas do lipedema, de acordo com a médica, ainda não foram completamente esclarecidas, mas há forte associação a fatores genéticos e hormonais. Por esse motivo, é comum encontrar diversas mulheres de uma mesma família com características semelhantes, mesmo que nunca tenham recebido o diagnóstico.
“Os sintomas também podem surgir ou se intensificar em períodos de mudanças hormonais, como adolescência, gravidez e menopausa. Ganho de peso, sedentarismo e alterações metabólicas não são considerados causas diretas do lipedema, mas podem agravar os sintomas, a inflamação, a sobrecarga articular e as limitações de mobilidade.”
Tatiana ressaltou que, diante de sinais de um possível lipedema, o paciente deve procurar um médico com experiência no diagnóstico da doença e não atribuir o quadro apenas ao excesso de peso.
“Quanto mais cedo for realizada a avaliação, mais cedo será possível controlar os sintomas, proteger as articulações, preservar a mobilidade e evitar tratamentos desnecessários. O diagnóstico adequado também ajuda a reduzir a culpa que muitas mulheres carregam por acreditarem que o problema decorre somente da alimentação ou da falta de esforço para emagrecer”, concluiu.
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