Agricultura
Congresso reúne pesquisadores para discutir avanços da agricultura orgânica
Agricultura
Pesquisadores, técnicos e produtores rurais participam, a partir da próxima terça-feira (17.03), do 1º Congresso Técnico-Científico de Agricultura Orgânica, encontro que será realizado até quinta-feira (19.03) no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (cerca de 100 km da capital) em São Paulo. O evento deve reunir pesquisadores, estudantes e profissionais do setor para discutir tecnologias, pesquisas e experiências voltadas à produção orgânica e à agroecologia.
Um dos destaques da programação será a participação de sete unidades da Embrapa, que apresentarão tecnologias, plataformas digitais, cursos e publicações voltadas ao desenvolvimento de sistemas produtivos com menor impacto ambiental. As iniciativas abrangem desde o planejamento de sistemas agroflorestais até ferramentas de gestão da produção, uso de bioinsumos e desenvolvimento de cultivares adaptadas ao cultivo orgânico.
Entre as contribuições previstas está a apresentação de tecnologias voltadas a sistemas agroflorestais agroecológicos, que combinam culturas agrícolas com espécies florestais e frutíferas na mesma área. Esse modelo busca diversificar a produção, melhorar o aproveitamento dos recursos naturais e ampliar a resiliência das propriedades diante de variações climáticas e de mercado, além de contribuir para a conservação do solo e da água.
Ferramentas digitais também estarão entre os destaques do encontro. Pesquisadores devem apresentar a plataforma Pró-Orgânico, sistema que reúne materiais técnicos, listas de insumos permitidos na produção orgânica e instrumentos de gestão voltados a pequenas propriedades. A plataforma inclui ainda a Organoteca, biblioteca digital de acesso livre com publicações, vídeos e conteúdos técnicos voltados à agricultura orgânica e à agroecologia.
Na área de produção animal, será apresentada uma plataforma dedicada à organização de informações sobre o mercado de lácteos orgânicos no país, reunindo dados sobre produção, comercialização e consumo. A iniciativa busca fortalecer a rede de produtores e ampliar o acesso a esse tipo de produto no mercado.
Tecnologias relacionadas ao manejo sustentável do solo e à produção de bioinsumos também estarão em pauta, com soluções voltadas à compostagem, fertilizantes orgânicos, uso de microrganismos benéficos e controle biológico de pragas. Essas práticas têm ganhado espaço entre produtores que buscam reduzir a dependência de insumos químicos e ampliar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
No campo das culturas agrícolas, serão apresentadas tecnologias voltadas à produção de hortaliças em sistemas orgânicos, incluindo cultivares desenvolvidas especificamente para esse tipo de manejo. Também estão previstas iniciativas ligadas ao aproveitamento de resíduos agropecuários, produção de biofertilizantes e capacitações para cultivo orgânico de algodão em regiões semiáridas.
A proposta do congresso é fortalecer a integração entre ciência, assistência técnica e produtores rurais, ampliando a difusão de tecnologias capazes de apoiar a expansão da agricultura orgânica no país.
Serviço
1º Congresso Técnico-Científico de Agricultura Orgânica
📍 Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas – Campinas (SP)
📅 17 a 19 de março de 2026
🕗 Das 8h às 17h
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Soja responde por 84% das exportações e consolida força do agronegócio
A soja segue sustentando o protagonismo do agronegócio no Piauí. Em maio, a oleaginosa respondeu por 83,9% de todas as exportações realizadas pelo estado, movimentando aproximadamente R$ 460,5 milhões e confirmando a importância do Cerrado piauiense como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas do Brasil. No total, o estado exportou cerca de R$ 549 milhões no período e manteve saldo positivo na balança comercial, mesmo diante de uma desaceleração dos embarques em relação ao ano passado.
O desempenho reforça o peso crescente do agro na economia estadual. Atualmente, as lavouras de soja ocupam cerca de 1,2 milhão de hectares no Piauí, concentradas principalmente na região sul do estado, integrante do Matopiba — fronteira agrícola que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A expansão da cultura transformou o Cerrado piauiense em uma das principais regiões produtoras de grãos do país.
A produção está fortemente concentrada em municípios que se destacam nacionalmente pela produtividade e escala de cultivo. Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Bom Jesus e Santa Filomena respondem por cerca de 75% da produção estadual de soja. Alguns deles figuram entre os maiores produtores brasileiros de grãos, impulsionados pela adoção de tecnologia, mecanização e agricultura de precisão.
Apesar da retração de 15,7% nas exportações em comparação com maio de 2025, o agronegócio manteve sua capacidade de geração de divisas. O resultado foi favorecido também pela queda expressiva das importações, que recuaram 75% no período, contribuindo para um superávit comercial próximo de R$ 496 milhões no mês.
Além da soja em grão, a pauta exportadora do estado inclui produtos de maior valor agregado, como farelo de soja, óleos vegetais, mel natural e derivados agroindustriais. Esse movimento demonstra uma gradual diversificação da produção e amplia as oportunidades de geração de renda dentro da própria cadeia produtiva.
A China continua sendo o principal destino dos produtos piauienses, absorvendo cerca de dois terços das exportações realizadas em maio. Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito também figuram entre os principais compradores, evidenciando a inserção crescente do estado em mercados estratégicos para o agronegócio mundial.
O avanço da produção agrícola no Cerrado piauiense tem sido acompanhado por investimentos em armazenagem, logística, infraestrutura e tecnologia. Esses fatores vêm permitindo ganhos de competitividade e consolidando a região como uma das áreas mais promissoras para a expansão sustentável da produção de grãos no país.
Com mais de um milhão de hectares cultivados e participação dominante na pauta exportadora estadual, a soja permanece como a principal fonte de geração de riqueza do agronegócio piauiense. O desempenho da cultura reforça o papel do estado no abastecimento dos mercados internacionais e amplia a importância do Matopiba na produção brasileira de alimentos, fibras e energia.
Fonte: Pensar Agro
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