Cultura
Maracatu Axé de Oxossi celebra 20 anos com show gratuito em Fortaleza
Cultura
O Carnaval acabou, mas, em Fortaleza, até o fim do mês, ainda tem festejos. Nesta quinta-feira (26), o Centro Cultural Dragão do Mar recebe a apresentação do Maracatu Axé de Oxóssi, agremiação reconhecida como patrimônio imaterial da cidade.

Fundação
O Maracatu Axé de Oxóssi foi criado em abril de 2006. Há 20 anos, o cortejo ancestral do grupo faz parte do carnaval de rua de Fortaleza. Com as raízes fincadas nas religiões de matriz africana, a agremiação carrega no nome as origens: Oxóssi era o nome do terreiro de umbanda onde fica a sede do maracatu, na região do Mercado Velho de São Sebastião. No sincretismo religioso, é o orixá que corresponde a São Sebastião.
Dona Maria de Fátima Marcelino
Dona Maria de Fátima Marcelino brinca maracatu desde os 12 anos. Aos 72 anos, é presidenta e fundadora do Maracatu Axé de Oxóssi. Com a ajuda da comunidade, o grupo se estabeleceu e hoje sai com 180 integrantes. Desde 2015, a agremiação é reconhecida como patrimônio cultural imaterial, por difundir o maracatu como símbolo de resistência e identidade afro-brasileira.
No ano em que completa duas décadas de existência, o grupo se apresenta no Centro Cultural Dragão do Mar, em um evento que reúne também integrantes de outras agremiações: Marcos Gomes, do Maracatu Az de Ouro; Calé Alencar, do Maracatu Nação Fortaleza; e Adriano Kanu, do bloco Chico Chico da Matilde.
O encontro entre nações, saberes e memória acontece amanhã, às 19h, e tem entrada gratuita.
Cultura
Coleção de cordel de Liêdo Maranhão ganha mostra em Olinda
Uma das referências como colecionador da Literatura de Cordel brasileira – Liêdo Maranhão – terá parte de seu acervo disponível ao público a partir deste sábado, em Olinda, Pernambuco. A Casa da Memória Popular abrirá para visitação a exposição “100 Anos de Liêdo Maranhão – A Política no Universo do Cordel”. 

Cerca de 120 folhetos de cordel da coleção particular de Liêdo estarão expostos na Casa da Memória Popular, espaço cultural fundado pelo próprio cineasta, escritor, pesquisador e colecionador pernambucano. A exposição também é uma homenagem ao centenário de nascimento do cineasta, ocorrido em 2025. Ele faleceu em 2014, no Recife.
As publicações em cordel presentes na exposição trazem um recorte da política brasileira entre as décadas de 1960 e 1990 pelo olhar dos poetas populares. Por meio das rimas, narrativas e imagens das tradicionais xilogravuras, os cordelistas escrevem sobre fatos históricos, personalidades políticas, questões sociais e as transformações pelas quais o Brasil passou nos últimos 40 anos do século passado.
A exposição conta com trabalhos dos cordelistas José Bernardo da Silva, Manoel D’Almeida Filho, J. Borges, Rodolfo Coelho Cavalcante, Heleno Francisco, entre outros.
A mostra deve ficar aberta ao público pelos próximos 45 dias. A visitação acontece de terça a sábado e precisa de agendamento.
Liêdo Maranhão se dedicou, entre outras funções, à pesquisa e preservação da cultura popular, reunindo mais de 25 mil peças relacionadas ao assunto.
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