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Vik Muniz defende estímulo à criatividade na infância

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Engana-se quem pensa que a criatividade é um dom restrito a poucas pessoas. Especialistas afirmam que todos podem ser criativos, especialmente durante a infância, fase em que o cérebro está mais aberto para descobertas, experimentações e novas formas de aprender. O artista visual Vik Muniz comentou a própria experiência e como o estímulo mudou o engajamento nas artes.

“A única coisa que uma criança precisa na vida dela, está nesse momento assim super delicado de vulnerabilidade, é alguém aplaudindo ela. Uma vez, muda a vida para sempre.”

Estimular a criatividade ajuda a criança a enfrentar desafios, resolver problemas e lidar melhor com emoções como ansiedade e estresse. Atividades criativas também contribuem para o bem-estar emocional, promovendo o relaxamento, autoestima e satisfação pessoal.

Fernanda Moscom, psicóloga, explica como o apoio dos adultos pode incentivar a criatividade das crianças.

“Eles têm acesso a todas as brincadeiras. A gente senta para brincar com eles, mas a gente também sempre estimulou eles brincarem sozinhos. É importante a gente oferecer oportunidades da criança brincar. Oferecer oportunidade de deixar ela no chão, né, que é onde ela vai poder se desenvolver. Então, no tapetinho, o tempo de chão é uma coisa muito importante para a criança. É essencial. É como se fosse o trabalho da criança. É a ocupação que ela precisa ter, né? Porque é através do brincar que ela vai se desenvolver de todas as formas, né? Desde a área motora até a área da cognição lá na frente. Então o aprendizado da criança, ele também se dá através da brincadeira.”

Tanto no ambiente escolar quanto no convívio familiar, valorizar a criatividade é fundamental para o aprendizado contínuo e para o amadurecimento das crianças, incentivando a autonomia, a curiosidade e a construção de soluções inovadoras para o dia a dia.

 


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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