Cultura
Encontro dos boizinhos marca Quarta-feira de Cinzas em Olinda
Cultura
Em Olinda, a Quarta-feira de Cinzas nem de longe anuncia o fim do Carnaval. Na manhã seguinte à terça-feira gorda, os blocos Munguzá de Zuza e Taís e o Bacalhau do Batata prolongam a alegria nas ladeiras do sítio histórico de Olinda.

Com mais de 30 anos de história, o bloco fundado pelo casal Zuza e Taís distribui aos foliões mais de 2.000 litros de munguzá, alimento à base de milho típico do Nordeste. Já o Bacalhau do Batata surgiu em 1962, quando o garçom Isaías Ferreira da Silva, conhecido como Batata, organizou um bloco para animar aqueles que trabalharam durante o Carnaval e não puderam curtir a folia. Hoje a tradição é levada pela sobrinha do Batata, Fátima Silva.
“62 anos é vida, né? E uma felicidade grande estar aqui. Tava pensando hoje em entregar. Eu digo: ‘Bem, como porta-bandeira, último ano’, mas tão dizendo que não.”
Aos 86 anos, Jodeci da Irôla da Silva também realiza há mais de duas décadas o encontro dos boizinhos da Rua da Boa Hora. Patrimônio vivo do estado de Pernambuco, Dona Dá, como é conhecida, faz questão de manter a tradição em plena Quarta-feira de Cinzas.
“São mais de 20 anos que eu venho mantendo essa tradição do encontro dos bois. Minha filha, é uma satisfação imensa em ver um trabalho sendo reconhecido durante tantos anos. Que é uma coisa que a gente faz com sacrifício, com amor e vê a alegria na rua dos boizinhos.”
Na calçada do número 207, endereço de Dona Dá, as agremiações festejam enquanto o boi dança. Os vizinhos retribuem a apresentação oferecendo frutas, cachaça e vinho aos artistas, selando o encontro entre festa, memória e cultura popular.
Cultura
Palmas aprova sessões de cinema adaptadas para jovens com TEA
As salas de cinema da capital deverão oferecer pelo menos uma vez por mês sessões adaptadas para crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista e seus acompanhantes.

A determinação está prevista na Lei nº 3.496, sancionada na última terça-feira pelo prefeito Eduardo Siqueira Campos.
As sessões terão iluminação suave, com as luzes parcialmente acesas, e volume de som reduzido em relação às exibições convencionais.
A legislação também permite que o público entre e saia da sala a qualquer momento, de acordo com suas necessidades.
A proposta é oferecer um ambiente mais acolhedor e adequado às necessidades sensoriais de crianças e adolescentes com TEA.
A medida vale para todas as salas de cinema instaladas em Palmas e já está em vigor.
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