Sorriso
Prefeitura e Governo de MT alinham parceria para fortalecer inovação e educação técnica em Sorriso
Sorriso
Na manhã desta segunda-feira (02/02), o prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, recebeu em seu gabinete o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso, Allan Kardec, que esteve no município para participar da aula inaugural e do primeiro dia de aulas da Escola Técnica Estadual de Sorriso. Também participaram da reunião o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Paulo Lucion, e os secretários adjuntos Ronei Mazzardo e Cristiane Santos.
O encontro teve como foco o alinhamento de ações estratégicas ligadas à educação profissional, à inovação e ao desenvolvimento econômico, com destaque para a implantação da 1ª Sala de Inovação de Sorriso, que será instalada na sede da Escola Técnica, localizada na Rua Passo Fundo, no Bairro Industrial I. A iniciativa é resultado de uma parceria entre o Governo do Estado de Mato Grosso e a Prefeitura de Sorriso, com o objetivo de fortalecer o ecossistema de inovação local e ampliar a integração entre ensino, tecnologia e setor produtivo.
Ainda na manhã desta segunda-feira, o secretário Allan Kardec participou da aula inaugural da Escola Técnica Estadual de Sorriso, realizada no auditório da unidade. A escola iniciou suas atividades com cerca de 720 alunos matriculados em 24 turmas e possui capacidade para atender até 1.600 estudantes, distribuídos nos três turnos. Sob gestão da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, a unidade oferta ensino médio integrado ao ensino técnico e cursos técnicos nas áreas de Agronegócio, Manutenção de Máquinas Industriais, Redes e Sistemas, Automação Industrial e Informática, formações alinhadas às demandas do agronegócio, da indústria e da tecnologia.
Durante o encontro, o prefeito Alei Fernandes falou a importância da cooperação entre os governos municipal e estadual para gerar oportunidades de desenvolvimento para os jovens e trabalhadores de Sorriso. “A chegada da escola técnica e a sala de inovação são um salto na qualificação profissional e na participação de Sorriso no cenário de ciência, tecnologia e inovação do Estado”, disse Fernandes.
Para a secretária adjunta Cristiane Santos, responsável pelo desenvolvimento do ecossistema de inovação em Sorriso, “com a sala de inovação e a atuação integrada à Escola Técnica, Sorriso passa a ser, de forma inédita no Mato Grosso, um braço de desenvolvimento científico e tecnológico que vai gerar mais resultados efetivos para nossa comunidade e para as empresas locais”, comemorou.
A formalização da parceria entre Sorriso e o Governo de Mato Grosso será oficializada nos próximos dias, juntamente com o lançamento da sala de inovação, programada para a próxima semana. A expectativa é que a iniciativa amplie as oportunidades de formação técnica e tecnológica, impulsionando a estruturação do parque tecnológico de Sorriso.
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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