Cultura
Dia do Compositor é celebrado em 15 de janeiro
Cultura
O Pará tem grandes representantes da nossa cena musical, cujas composições e ritmos autênticos se baseiam na rica cultura, tradição e história do nosso estado.

Um exemplo é o músico, escritor e poeta paraense Renato Torres. Ele começou na poesia durante a adolescência, e, no fim dos anos 80, ingressou na música e integrou várias bandas de Belém. Torres comenta qual é a principal ferramenta que um compositor deve ter.
“Acho que a principal ferramenta é encontrar o prazer, a alegria de fazer aquilo, entender como isso nos ajuda — a nós que criamos, que compomos — como isso nos ajuda a ir melhorando, humanamente falando.”
O Dia Mundial do Compositor foi instituído inicialmente no México, em 1945, em comemoração à Fundação da Sociedade de Autores e Compositores do México. A celebração se espalhou por outros países a partir de 1983, momento em que se tornou de fato mundial.
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O compositor é a mente criativa que dá vida às músicas, que se inspira para criar letras e arranjos que toquem o coração das pessoas. É dessa forma que os cantores e os grupos musicais se conectam com o público, que se identifica e se cativa. Antes de chegar aos ouvidos, a melodia nasce no silêncio da alma de quem cria.
O Dia Mundial do Compositor, comemorado em 15 de janeiro, homenageia estes artistas.
Cultura
Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região
Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.
“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.
Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.
“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.
O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.
“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.
Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.
“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.
O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
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