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Orquestra Sinfônica do RN celebra 50 anos com concerto

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A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte inicia nesta sexta-feira as celebrações pelos seus 50 anos de existência.

Em um concerto especial, em Natal, os músicos, sob regência do maestro Linus Lerner, vão realizar uma apresentação com a participação do musicista pernambucano Antônio Nóbrega, que fez um convite especial para à população pelas redes sociais. 

“Eu, a Juliana Linhares e a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, estaremos juntos fazendo uma apresentação muito bonita às 20 horas, no espaço também de primeira, que é o Espaço Cultural João Paulo II, o famoso Papódromo. Essa apresentação marca a abertura das comemorações dos 50 anos da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte.”

O repertório propõe uma interação entre a música erudita e a cultura popular brasileira e será apresentado em três atos: dois dedicados à obra de Nóbrega, com momentos instrumentais e com músicas do artista; e um terceiro com a cantora Juliana Linhares. A partir daí, os dois dividem os vocais em uma seleção de frevos do compositor potiguar Dozinho.

O evento é gratuito. Para participar, basta doar 1kg de alimento não perecível.

Criada em 1976, a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte realizou seu primeiro concerto em 1977 e, ao longo de cinco décadas, consolidou-se como um dos principais grupos artísticos do estado.


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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