CNH Digital
Mato Grosso atrasa aplicação de novas regras da CNH e usuários cobram solução
Em apenas dois dias, novos acessos ao sistema da CNH avançam em outros estados, enquanto Mato Grosso segue sem prazo para aderir ao modelo.
Mato Grosso
A implementação do novo modelo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação no Brasil, prevista na Resolução nº 1.020/2025 e na Medida Provisória nº 1.327/2025, avança de forma desigual entre os estados. Enquanto algumas unidades da federação já colocaram as mudanças em prática, Mato Grosso aparece apenas na 15ª posição e ainda não iniciou a aplicação das novas regras.
Em apenas dois dias de funcionamento da nova plataforma, os números de acesso já demonstram a adesão da população em estados que saíram na frente. São Paulo lidera os acessos ao novo sistema, com 52.129 usuários, seguido por Minas Gerais, com 35.506, e Rio de Janeiro, com 31.245. Nos três estados, o novo modelo já está disponível para a população. Em Mato Grosso, no entanto, usuários seguem aguardando uma definição oficial, sem prazo claro para o início do processo atualizado.
A demora tem gerado insatisfação entre candidatos à CNH, que veem o estado ficar para trás enquanto outras regiões avançam na modernização do serviço. A ausência de um cronograma oficial amplia a sensação de incerteza para quem depende do documento para trabalho, deslocamento diário ou oportunidades profissionais.
O presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos, afirmou que o órgão ainda estuda a forma de colocar as novas medidas em prática. “Estamos estudando como colocar em prática as novas medidas de forma planejada, gradativamente e no menor prazo possível, com foco na manutenção da segurança viária, na eficiência da prestação dos serviços aos cidadãos e na prevenção de eventuais transtornos à população”, declarou.
Segundo ele, a implementação exige um processo estruturado de adaptação técnica, operacional e sistêmica, que envolve não apenas o Detran-MT, mas também outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito, com o objetivo de garantir alinhamento institucional e integração entre os sistemas. “Será necessário um processo estruturado de adaptação técnica e operacional, garantindo interoperabilidade e atualização dos fluxos internos”, explicou.
O presidente ressaltou ainda a complexidade normativa do setor. “Hoje temos cerca de 50 leis que regem o Código de Trânsito Brasileiro e mais de mil resoluções que sofreram alterações em algum ponto. É uma mudança estrutural muito grande, que exige alinhamento com todos os envolvidos no processo de formação de condutores”, reforçou.
Mesmo diante das justificativas apresentadas pelo órgão, a falta de prazo definido mantém a pressão sobre o Detran-MT. Enquanto outros estados registram milhares de acessos em poucos dias, Mato Grosso segue sem oferecer uma solução concreta, prolongando a espera de quem aguarda o novo modelo para obtenção da CNH.
Mato Grosso
Rodoviários do Rio participam de audiência de conciliação
Rodoviários e patrões de empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro participam nesta quarta-feira (15), às 11 h, de mais uma audiência de conciliação na sede do Tribunal Regional do Trabalho a 1ª Região (TRT-RJ) para chegar a um acordo sobre o reajuste da categoria.
A data-base dos rodoviários é 1º de julho. Para a campanha salarial em andamento, o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o patronal Rio Ônibus já fizeram três rodadas de negociação no TRT-RJ, sem chegar a um acordo.
Durante as negociações mediadas pela Justiça do Trabalho, a categoria flexibilizou a reivindicação de reajuste salarial de 17% para 12% (dividido em parcelas), mas as empresas ofereceram 4,5%. Antes, o Rio Ônibus havia ofertado 4,39%.
O desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (Sedic), pediu que os patrões aumentem a oferta de reajuste para 5%, o mesmo valor pago as categorias de rodoviários das cidades de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Paralisação
No dia 27 de junho, o Sindicato dos Rodoviários ajuizou o dissídio coletivo de greve e de natureza econômica. Na mesma data, o TRT-RJ, considerou a greve legal e concedeu liminar autorizando o início da paralisação. Determinou a manutenção de, no mínimo, 50% da frota operacional em cada linha e itinerário, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento da medida.
Dois dias depois, no dia 29 de junho, os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a paralisação. No dia 2 de julho, suspenderam o movimento, a pedido do TRT-RJ, mantendo o estado de greve, para que o sindicato patronal aumentasse a proposta de reajuste, mas não houve acordo.
Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial, valorização dos pisos remuneratórios, ampliação do auxílio-alimentação para R$ 1 mil e o pagamento do intervalo para refeição como hora extraordinária.
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