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Centro Histórico de Salvador tem programação de Dia do Forró no sábado

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O Centro Histórico de Salvador recebe neste sábado um show especial em celebração ao Dia do Forró. O encontro vai reunir os cantores Jeanne Lima, Tico e Luana Ingry, que revela as suas expectativas para a apresentação. “Ah, eu estou com a expectativa assim, altíssima, né? Estou super empolgada”. 

Para a noite dedicada ao Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a cantora preparou um repertório especial que mescla músicas autorais e clássicos do forró. “Eu trabalho com estilo de forró tradicional, então eu toco xaxado, xote, baião, coco, arrasta-pé, o forró mesmo. Então, a gente trabalha com uma mescla. E eu trago para o meu repertório, músicas de compositores, de artistas que eu me identifico muito. Como Luiz Gonzaga, como Jackson do Pandeiro, Marinês, Elba Ramalho, claro, sem esquecer também das atuais. No estilo mais atualizado, como Dorgival Dantas. Tem música de Del Feliz, de Quininho de Valente, de Adelmario Coelho e as músicas autorais também”, diz.

Forrozeira de coração, a soteropolitana confessa como se apaixonou pelo ritmo, aclamado pelo Rei do Baião: “Desde pequenininha, na verdade. Meus tios, eles tocam violão, cantam, mas a minha mãe, ela, ela é uma pessoa que ela gosta muito de música. E eu cresci ouvindo isso. Luiz Gonzaga, Clemilda, Marinês, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino”, completa.

O show com a participação de Luana Ingry é aberto ao público e acontece amanhã a partir das 19h no Largo Quincas Berro D’Água no Pelourinho.


Fonte: EBC Cultura

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Museu das Amazônias, em Belém, reabre trazendo a diversidade da região

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Depois de sete meses fechado, o Museu das Amazônias reabriu nesta quarta-feira (4), em Belém, com duas exposições gratuitas. O espaço, que fica no Complexo Porto Futuro, foi inaugurado em outubro do ano passado, como parte do legado cultural da COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que foi sediada na capital paraense.

A diversidade amazônica é o tema da mostra “Amazônias no Plural”, que ocupa o térreo do museu. O percurso da exposição acompanha o corpo de uma serpente em seis ambientes que retratam o surgimento do território, e a relação entre passado, presente e futuro. Entre as obras está a instalação “Diversidade como Essência” da artista visual Roberta Carvalho. Ela conta que o trabalho entrelaça natureza e seres humanos.

“É uma instalação imersiva em 360 graus onde você tem projeções que são realizadas nas paredes e no piso. Ao centro dessa instalação você tem um móvel de Miritim. Você tem ali um vídeo que conta essa história desde o momento em que um grande asteroide atinge a Terra, passando pela formação desse terreno, contando a história da nossa diversidade de espécies, mostrando muitas imagens de povos, de florestas, de cidade”.

Uma das curadoras da exposição, Joice Ferreira, comenta o processo de escuta que resultou na celebração do território amazônico e de todos os seus povos.

“Houve um processo de escuta com diferentes organizações e representantes de vários países amazônicos, não foi apenas do Brasil, para identificar quais são as histórias que mereciam ser contadas, a perspectiva, como deveria ser o museu. Então foi todo um processo muito importante de escuta para trazer realmente esse olhar e a perspectiva amazônica”.

O artista marajoara Ronaldo Guedes criou um painel que se conecta com a memória e a ancestralidade da cerâmica de outra região do Pará, a Ilha do Marajó.

“Essa obra é muito da cosmologia indígena, que é a cobra-canoa que traz a argila e distribui nas comunidades para que os indígenas pudessem produzir cerâmica. São vários fragmentos que vão se juntando que eu dediquei de fato a todas as pessoas que vieram antes de mim, que produziram cerâmica”.

Além da mostra de longa duração, também foi inaugurada a exposição temporária “Água, Pantanal, Fogo”, com fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, com imagens que denunciam a crise climática. O curador Eder Chiodetto destaca os trabalhos dos fotodocumentaristas.

“A gente consegue fazer um contraponto entre a pulsão de vida e a pulsão de morte no Pantanal, ilustrada pelas imagens do universo subaquático feitas pelo Luciano, que mostram a magnitude da potência de vida do Pantanal, em contraponto aos incêndios criminosos que assolam o território, pra gente criar uma consciência a partir dessa fricção”.

O Museu das Amazônias fica aberto de quinta a terça-feira, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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