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EXAMES DE ROTINA

Presidente da Câmara de VG fica em observação após exames; estado é monitorado

Wanderley Cerqueira buscou atendimento para exames de rotina e segue em observação após indicação de medicação intravenosa

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Cidades

Foto: Assessoria

O presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira, do MDB, passou por atendimento médico nesta terça-feira após procurar uma unidade de saúde para realizar exames de rotina. Durante a avaliação, os profissionais identificaram a necessidade de administrar medicação intravenosa e decidiram mantê-lo em observação por 24 horas.

A informação foi confirmada pela Diretoria de Comunicação da Câmara, que reforçou que o quadro não foi considerado grave, mas exigia acompanhamento. Segundo o órgão, a internação se deu por precaução e para garantir resposta adequada ao tratamento indicado.

Cerqueira havia deixado a sessão legislativa desta terça-feira após relatar que precisava se ausentar. “Passo a sessão para o segundo vice-presidente. Eu tô indo resolver um problema pessoal”, afirmou ao comunicar a saída do plenário.

Inicialmente, informações repassadas por pessoas próximas apontavam sintomas compatíveis com pancreatite, como dores abdominais intensas. Contudo, após avaliação médica mais detalhada, o diagnóstico não foi confirmado oficialmente, e a orientação foi manter o vereador em monitoramento até a conclusão dos exames.

A expectativa, segundo a equipe médica, é que o presidente da Câmara receba alta após o período de observação, caso o quadro permaneça estável.

Os trabalhos no Legislativo seguem conduzidos pela Mesa Diretora até o retorno do vereador.

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) reconheceu irregularidades relacionadas a possíveis conflitos de interesses na transferência da gestão do Hospital Regional Doutor Antônio Fontes, em Cáceres, a cerca de 220 km de Cuiabá, para a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (AGIR). A decisão aponta falhas na fiscalização e na prevenção de conflitos entre servidores públicos e a entidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Apesar disso, o Tribunal afastou a responsabilidade individual de três envolvidos, não aplicou multas e manteve o contrato em vigor.

A investigação teve início após denúncia apresentada por Jean Peterson de Camargo, que questionou a participação de servidores públicos no processo de contratação da AGIR e a posterior ocupação de cargos na entidade responsável pela administração do hospital.

Um dos casos analisados foi o de Wellyngton Alessandro Dolce, ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres. Ele participou da preparação do processo de contratação e coordenou a comissão responsável pela transferência da gestão para a AGIR. Após deixar a direção da unidade, em 2 de fevereiro de 2026, passou a atuar como diretor da entidade, sendo identificado nessa função em documentos oficiais de 5 de fevereiro.

Para o TCE, a mudança direta da função pública para um cargo de direção na organização contratada revelou falhas na prevenção de conflitos de interesses. Entretanto, não foram encontradas provas de favorecimento à AGIR, uso de informações privilegiadas ou negociação antecipada da contratação.

Outra situação envolveu o médico Iago Cunha Matos, que manteve vínculo com a SES-MT enquanto exercia o cargo de diretor técnico da AGIR. Segundo o processo, ele iniciou suas atividades na entidade em 28 de janeiro de 2026 e permaneceu na função pública até pelo menos 14 de maio.

A Secretaria havia registrado orientação para que o profissional não acumulasse as duas atividades. No entanto, não ficou comprovado que ele tenha sido formalmente comunicado ou praticado atos em benefício da AGIR enquanto trabalhava para o Estado.

A investigação também analisou a conduta do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Gomes de Figueiredo, responsável por designações de servidores envolvidos na contratação e na transição da gestão hospitalar. O Tribunal concluiu que não havia provas de que ele soubesse antecipadamente da contratação de Wellyngton pela entidade ou tivesse cometido erro grave.

Apesar de reconhecer as irregularidades, o TCE afastou a responsabilização dos três envolvidos, por entender que não foram demonstradas violações de obrigações legais específicas que justificassem punições individuais.

O Tribunal também rejeitou os pedidos de anulação da seleção da AGIR, realização de novo processo de contratação e retomada da gestão do hospital pelo Estado, uma vez que não ficou comprovado direcionamento na escolha da entidade.

Na decisão, o TCE recomendou que a SES-MT estabeleça regras mais rígidas para prevenir conflitos de interesses, incluindo restrições à contratação de ex-servidores pelas entidades responsáveis pela gestão de hospitais públicos. Também determinou que o contrato do Hospital Regional de Cáceres seja incluído no planejamento de futuras fiscalizações.

 Por: João Fraga/VGN

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