Esportes
Atlético-MG e Fortaleza empatam em jogo eletrizante; 3 gols de Deyverson
Esportes
;
Em uma partida repleta de reviravoltas e emoções na Arena MRV, Atlético-MG e Fortaleza empataram em 3 a 3 na noite desta quarta-feira, em duelo atrasado válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Galo chegou a abrir 2 a 0 e 3 a 1, mas não conseguiu segurar a vantagem contra um aguerrido Fortaleza, que viu seu atacante Deyverson ser o grande nome do confronto ao balançar as redes três vezes.
O resultado movimentou a tabela, mas de formas distintas para os clubes. O Atlético-MG, apesar de somar um ponto em casa, caiu para a nona colocação, com 44 pontos, e segue fora da zona de classificação para a Libertadores. Já o Fortaleza, que luta desesperadamente contra o rebaixamento, comemorou o ponto conquistado fora, mas permanece na 19ª posição, dentro do Z-4, com 31 pontos.
O jogo
O Atlético-MG começou avassalador, abrindo o placar logo aos oito minutos. Rony fez boa jogada pela direita e cruzou para Hulk, que, com um toque preciso de perna esquerda, inaugurou o marcador. O domínio alvinegro persistiu na primeira etapa, e a vantagem foi ampliada nos acréscimos, aos 47 minutos, quando Bernard cobrou escanteio e Vitor Hugo subiu mais que a zaga para cabecear firme e fazer o segundo do Galo.
No entanto, a segunda etapa reservou um roteiro diferente. O Fortaleza não demorou a reagir e diminuiu logo aos dois minutos. Após toque de cabeça de Lucas Gazal e uma saída equivocada de Everson, Deyverson estava no lugar certo para empurrar a bola para o fundo das redes. A alegria tricolor durou pouco, pois aos 16 minutos, Dudu aproveitou uma sobra na entrada da área e arrematou sem chances para o goleiro Brenno, recolocando o Atlético-MG com dois gols de vantagem (3 a 1).
A persistência do Fortaleza, contudo, foi recompensada. Aos 22 minutos, Ruan Tressoldi foi flagrado atingindo o rosto de Ávila com o cotovelo, e o árbitro assinalou pênalti. Deyverson não desperdiçou a cobrança, descontando novamente. E, quando a vitória do Galo parecia selada, no último minuto dos acréscimos, aos 48, Mancuso desviou um cruzamento para Deyverson, que emendou para o gol e decretou o empate em 3 a 3, para a festa da equipe cearense e o lamento da torcida atleticana.
Próximos desafios
Ambas as equipes já se preparam para seus próximos compromissos pelo Campeonato Brasileiro.
O Atlético-MG terá pela frente o Red Bull Bragantino no próximo domingo, 16 de novembro, às 19h (de Brasília). A partida será disputada no Estádio Cícero de Souza Marques e será crucial para o Galo buscar a recuperação e não se distanciar da parte de cima da tabela.
Já o Fortaleza viaja para enfrentar o Bahia na quinta-feira, 20 de novembro, às 18h (de Brasília), também no Estádio Cícero de Souza Marques. Em uma luta direta contra o rebaixamento, cada ponto será vital para a equipe cearense tentar escapar da zona perigosa.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 3 x 3 FORTALEZA
Competição: Campeonato Brasileiro (16ª Rodada Atrasada)
Local: Arena MRV
Data: 12 de novembro de 2025 (quarta-feira)
Horário: 20h30 (de Brasília)
Gols:
- Atlético-MG:
- Hulk, aos 12′ do 1ºT
- Vitor Hugo, aos 47′ do 1ºT
- Dudu, aos 16′ do 2ºT
- Fortaleza:
- Deyverson, aos 2′ do 2ºT
- Deyverson, aos 22′ do 2ºT
- Deyverson, aos 48′ do 2ºT
Cartões Amarelos:
- Atlético-MG: Dudu, Ruan Tressoldi
- Fortaleza: Lucas Sasha
Arbitragem:
- Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)
- Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Leila Naiara Moreira da Cruz (DF)
- VAR: Wagner Reway (SC)
ATLÉTICO-MG: Everson; Saravia, Vitor Hugo, Ruan e Arana; Alexsander (Fausto Vera), Igor Gomes, Bernard (Menino) e Dudu (Natanael); Rony (Scarpa) e Hulk (Reinier). Técnico: Jorge Sampaoli
FORTALEZA: Brenno; Mancuso, Lucas Gazal, Gaston Ávila e Diogo Barbosa; Lucas Sasha, Pierre (Guzmán) e Lucas Crispim (Moisés); Herrera (Allanzinho), Breno Lopes (Rosseto) e Deyverson (Lucero). Técnico: Martín Palermo
Fonte: Esportes
Esportes
Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio
Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, o campo de futebol estava ocupado apenas por garotas, na tarde da última quarta-feira (21). Eram quatro times disputando um minitorneio, sob olhares de ex-jogadoras da seleção brasileira. Meninos, só na arquibancada.
A atividade fez parte da abertura do programa Pioneiras nas Escolas, que leva craques de décadas passadas para escolas da rede pública de ensino da cidade.
Antes da disputa no campo, mais de 100 alunas lotaram um auditório para ouvir, fazer perguntas e tirar fotos com as ex-jogadoras Marisa Pires, Maria Lúcia Lima e Marilza Martins. Ou como elas ficaram conhecidas: Caju, Fia e Pelezinha.
Além de ouvir histórias de motivação e curiosidades, as alunas ficaram sabendo de dificuldades, como o machismo e preconceito enfrentados pelas ex-jogadoras, que alcançaram o feito de vestir a camisa amarelinha da seleção poucos anos depois de o esporte deixar de ser proibido para mulheres.
De 1941 a 1979, o futebol era vetado às garotas, com base no Decreto-Lei 3.199, que restringia a participação de mulheres em esportes considerados incompatíveis com sua natureza.
Proibição que surpreende a estudante Nicoly Melo, de 12 anos. “Por que não podiam?”, perguntou ela, sem parecer acreditar.
Liberado em 1979, o esporte foi regulamentado apenas em 1983. A primeira seleção brasileira só viria a disputar uma competição experimental em 1988, na China.
A primeira Copa do Mundo feminina aconteceu três anos depois, também na China. Nas Olimpíadas, o esporte disputado pelas mulheres estreou em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.
Preconceito
Fia, hoje com 62 anos, contou que havia muito machismo na época e que enfrentava o preconceito confiando na própria habilidade.
“Sempre joguei com menino. Tinha talento. Não queria saber de machismo”, relatou às alunas a ex-atleta.
Fia ficou cinco anos na seleção, foi tricampeã continental e disputou a primeira Copa e a primeira olimpíada.
A ex-zagueira Caju, de 60 anos, ficou na seleção de 1988 a 1999, com um retrospecto de 43 jogos e 34 vitórias. Respondendo a uma das alunas sobre os “maiores absurdos que ouviu”, ela relembrou que recebeu provocações machistas enquanto estava em campo. “Vários torcedores diziam que mulher não servia para jogar futebol”, reproduziu.
“Aquelas palavras mexiam com nosso ego, e a gente queria, mais e mais, mostrar que mulher sabe jogar futebol”, completou a atual árbitra de partidas.
O Pioneiras nas Escolas é coordenado pela também ex-jogadora da seleção Duda Luizelli, que vestiu ainda a camisa do Internacional, de Porto Alegre, e de Milan e Verona, times da Itália.
Para ela, o projeto mostra que mulheres devem acreditar em suas capacidades, sempre com foco nos estudos.
“O estudo é muito importante porque, mesmo quem for ser atleta, jogadora de futebol, de vôlei, de basquete, terá uma carreira muito curta. Com 38, 39 anos, acabou a nossa carreira e nós temos que dar uma continuidade”, disse a bicampeã sul-americana.
Educação e esporte
A Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro é parceira do projeto. Desde 2012, a escola Juan Antonio Samaranch é classificada pela prefeitura como Ginásio Experimental Olímpico (GEO), no qual o ensino integral é permeado por incentivo a práticas esportivas.
A escola tem cerca de 600 estudantes de 11 a 15 anos. Além de professores, a unidade conta com treinadores de 19 modalidades esportivas. Segundo a prefeitura, o projeto iniciado durante a preparação da Rio 2016 é um legado olímpico. Atualmente o Rio tem 12 GEOs.
A coordenadora de Projetos Integradores da SME, Caroline Guedes, destaca que o Pioneiras nas Escolas tem relação com a preparação do Rio de Janeiro para ser uma das oito cidades-sedes da Copa do Mundo feminina, que ocorrerá entre junho e julho de 2027.
“É muito importante que a gente já esteja se preparando para esse momento e, mais do que isso, se preparando dentro do nosso primeiro ginásio olímpico, que é muito importante para nossa rede”.
Aluna do 9º ano, Letícia Pereira, de 15 anos, diz que é “um privilégio” receber as ex-jogadoras na própria escola.
Ela considera que a experiência, em uma escola já marcada pelo incentivo ao esporte, é “meio caminho andado para as alunas por mostrar que o esporte também dá futuro, sim”.
A estudante afirmou que será presença garantida em jogos da Copa no ano que vem: “Meu pai me leva lá, eu fico lá torcendo”, disse à Agência Brasil .
-
Política4 dias atrásConfira a agenda dos presidenciáveis nesta terça-feira (20)
-
Polícia6 dias atrásForça Tática prende casal suspeito de tráfico e apreende 93 porções de drogas em Nova Mutum
-
Política6 dias atrásquem não votou no primeiro turno pode participar do segundo
-
Política6 dias atrásEleitor sem biometria pode votar no segundo turno das eleições
-
Polícia6 dias atrásForça Tática prende casal suspeito de tráfico de drogas e apreende 93 porções de drogas em Nova Mutum
-
Mato Grosso6 dias atrásMega-Sena acumula; prêmio pode chegar a R$ 185 milhões na terça-feira
-
Polícia6 dias atrásPM prende homem por danificar câmera do programa Vigia Mais MT
-
Política5 dias atrásEx-balconista de farmácia mobilizou trabalhadores para reduzir jornada
