Search
Close this search box.

Agricultura

Ritmo do plantio melhora, mas Mato Grosso encara replantio e abortamento

Publicado em

Agricultura

O plantio da soja na safra 2025/26 já passa de 60% da área estimada no Brasi. O avanço no campo foi puxado especialmente pelo retorno das chuvas ao Cerrado e ao Sudeste, mas as condições climáticas seguem desiguais de norte a sul do país.

No principal estado produtor, o ritmo de plantio foi marcado por chuva instável. Alguns produtores tiveram que replantar áreas e relatam abortamento de flores e vagens por conta da falta de umidade, especialmente no começo da safra. A chegada de chuvas mais regulares nesta semana traz esperança de recuperação das lavouras e retorno ao calendário normal.

O estado registrava atraso até a semana passada, mas o aumento das chuvas acelerou os trabalhos nas lavouras nos últimos dias. A umidade ainda preocupa em algumas regiões do interior, onde o solo permanece próximo ao limite ideal para a soja.

Neste ano, o Paraná também enfrentou estiagem em setembro e outubro, afetando o início do plantio. Agora, com chuvas melhor distribuídas, o avanço das máquinas pelo campo está mais rápido, embora ainda haja casos localizados de solo seco, principalmente no oeste do estado.

O ritmo de plantio está dentro da média histórica, mas segue afetado pela irregularidade das chuvas. Produtores relatam a necessidade de monitorar diariamente a umidade do solo para garantir o estabelecimento das plantas.

No Matopiba (região formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), os trabalhos avançam lentamente. A estiagem prolongada atrasou o início das atividades, e muitos agricultores aguardam mais precipitações para acelerar a semeadura.

No milho, destaque para São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás, onde 72% da área já foi cultivada — número praticamente igual ao do ano passado. As chuvas das últimas semanas ajudaram, mas as regiões ainda devem acompanhar atentamente a evolução do clima, que segue instável.

Resumo por estado:

  • Mato Grosso: Irregularidade, replantio, expectativa de recuperação.
  • Goiás: Chuva acelerou; umidade ainda preocupa em áreas específicas.
  • Paraná: Estiagem inicial, melhora com chuvas recentes.
  • Mato Grosso do Sul: Ritmo normal, mas dependente da umidade.
  • Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia): Atraso por falta de chuva, semeadura lenta.
  • São Paulo/Minas Gerais/Paraná/Goiás (milho): 72% da área plantada, chuvas favoreceram avanço.

Produtores seguem atentos às previsões: o cronograma dos próximos dias dependerá da continuidade das chuvas, fundamentais para garantir o potencial produtivo da safra atual.

Fonte: Pensar Agro

;

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agricultura

Soja responde por 84% das exportações e consolida força do agronegócio

Publicados

em

A soja segue sustentando o protagonismo do agronegócio no Piauí. Em maio, a oleaginosa respondeu por 83,9% de todas as exportações realizadas pelo estado, movimentando aproximadamente R$ 460,5 milhões e confirmando a importância do Cerrado piauiense como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas do Brasil. No total, o estado exportou cerca de R$ 549 milhões no período e manteve saldo positivo na balança comercial, mesmo diante de uma desaceleração dos embarques em relação ao ano passado.

O desempenho reforça o peso crescente do agro na economia estadual. Atualmente, as lavouras de soja ocupam cerca de 1,2 milhão de hectares no Piauí, concentradas principalmente na região sul do estado, integrante do Matopiba — fronteira agrícola que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A expansão da cultura transformou o Cerrado piauiense em uma das principais regiões produtoras de grãos do país.

A produção está fortemente concentrada em municípios que se destacam nacionalmente pela produtividade e escala de cultivo. Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Bom Jesus e Santa Filomena respondem por cerca de 75% da produção estadual de soja. Alguns deles figuram entre os maiores produtores brasileiros de grãos, impulsionados pela adoção de tecnologia, mecanização e agricultura de precisão.

Apesar da retração de 15,7% nas exportações em comparação com maio de 2025, o agronegócio manteve sua capacidade de geração de divisas. O resultado foi favorecido também pela queda expressiva das importações, que recuaram 75% no período, contribuindo para um superávit comercial próximo de R$ 496 milhões no mês.

Além da soja em grão, a pauta exportadora do estado inclui produtos de maior valor agregado, como farelo de soja, óleos vegetais, mel natural e derivados agroindustriais. Esse movimento demonstra uma gradual diversificação da produção e amplia as oportunidades de geração de renda dentro da própria cadeia produtiva.

A China continua sendo o principal destino dos produtos piauienses, absorvendo cerca de dois terços das exportações realizadas em maio. Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito também figuram entre os principais compradores, evidenciando a inserção crescente do estado em mercados estratégicos para o agronegócio mundial.

O avanço da produção agrícola no Cerrado piauiense tem sido acompanhado por investimentos em armazenagem, logística, infraestrutura e tecnologia. Esses fatores vêm permitindo ganhos de competitividade e consolidando a região como uma das áreas mais promissoras para a expansão sustentável da produção de grãos no país.

Com mais de um milhão de hectares cultivados e participação dominante na pauta exportadora estadual, a soja permanece como a principal fonte de geração de riqueza do agronegócio piauiense. O desempenho da cultura reforça o papel do estado no abastecimento dos mercados internacionais e amplia a importância do Matopiba na produção brasileira de alimentos, fibras e energia.

Fonte: Pensar Agro

;

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA