Sorriso
Sorriso fortalece a rede de especialidades médicas em novembro
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Reforçando o compromisso com o cuidado integral e o acesso ampliado à saúde especializada
A Secretaria Municipal de Saúde divulgou os atendimentos especializados referentes ao mês de novembro de 2025. O planejamento contempla a continuidade das consultas em especialidades como cardiologia, endocrinologia, reumatologia e nutrição, além do suporte do Consultor Digital, ferramenta que conecta pacientes e profissionais de forma ágil e segura, fortalecendo o cuidado e o acesso à saúde especializada.
Por meio da estratégia de Saúde Digital, realizada pelo Centro de Inovação em Telessaúde de Sorriso (CITS), o Município tem garantido um atendimento mais moderno e humanizado, com destaque para as consultas realizadas no período noturno. O Telessaúde trouxe maior flexibilização de horários e ajudou a solucionar um antigo problema de longas esperas por consultas, ampliando o acesso da população aos especialistas.
O projeto é fruto da colaboração entre a Secretaria Municipal de Saúde, o CITS, a Telessaúde Efetiva da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a AbraSocial, consolidando Sorriso como referência em inovação tecnológica aplicada ao SUS.
Durante todo o mês, os atendimentos acontecem em diferentes salas e períodos, de segunda a sexta-feira, abrangendo turnos matutino, vespertino e noturno, o que garante flexibilidade aos usuários, especialmente trabalhadores e estudantes que não dispõem de tempo durante o horário comercial.
De acordo com a Central de Regulação, foram 460 atendimentos realizados nas especialidades de cardiologia, endocrinologia e reumatologia nos últimos meses, sendo 355 apenas entre outubro e novembro. A Secretaria projeta encerrar o ano de 2025 com mais de mil atendimentos especializados, resultado direto da expansão dos serviços presenciais e da integração com o Telessaúde.
Segundo Jéssica Toniazzo, coordenadora da Central de Regulação, a programação das especialidades é atualizada mensalmente com base nas demandas encaminhadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e na análise do SISREG.
“Nosso objetivo é otimizar o fluxo de pacientes, reduzir deslocamentos desnecessários e tornar o atendimento mais ágil, mantendo o cuidado contínuo e de qualidade. As especialidades ofertadas cumprem papel essencial no controle e acompanhamento de doenças crônicas como hipertensão, diabetes, doenças reumatológicas e endócrinas que exigem acompanhamento constante para prevenir complicações e garantir qualidade de vida”, explicou.
As consultas ocorrem na sede das especialidades médicas de Sorriso, com horários que variam entre 07h e 13h, 13h e 19h e 20h e 23h, o que amplia a capacidade de atendimento e reduz o tempo de espera dos pacientes.
O secretário municipal de Saúde, Dr. Vanio Jordani, destacou que a manutenção e a ampliação dos atendimentos, aliadas à estratégia digital, fazem parte de uma política de fortalecimento do cuidado em todas as etapas da atenção à saúde.
“Quando ampliamos o número de atendimentos especializados e incorporamos ferramentas digitais, estamos promovendo diagnósticos precoces, reduzindo filas e garantindo que o cidadão sorrisense tenha acesso àquilo que é direito seu: uma saúde pública resolutiva, moderna e próxima da comunidade. Esse resultado é fruto de planejamento, equipe técnica comprometida e gestão responsável dos recursos”, ressaltou.
A Secretaria reforça que os pacientes devem manter seus cadastros atualizados nas UBSs e aguardar o contato da Regulação para o agendamento das consultas, conforme a prioridade clínica e a fila de encaminhamentos. Os atendimentos são agendados via Sistema de Regulação (SISREG), e mais informações podem ser obtidas na Unidade Básica de Saúde de referência.
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Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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